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Infraestrutura energética vira primeira linha do conflito no Oriente Médio

Irã ataca Ras Laffan; queda de 17% na capacidade de exportação de gás do Qatar por cinco anos, elevando preços de energia globalmente

Centro de procesamiento de gas natural licuado de Ras Laffan, en Qatar, el pasado 2 de marzo.
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  • Irã lançou ataques com mísseis e drones contra a maior planta de processamento de gás do mundo, Ras Laffan, em Catar, e contra refinarias em Kuwait, em retaliação ao bombardeio do campo Pars Sur.
  • Os impactos em Ras Laffan devem reduzir a capacidade de exportação de gás do Catar em cerca de 17% nos próximos cinco anos, com reparos estimados em no mínimo três anos.
  • O preço do gás na Europa subiu significativamente e autoridades europeias destacaram impacto potencial da guerra na inflação e nos custos de energia.
  • Doze países muçulmanos, incluindo Turquía, Egito e Qatar, realizaram reunião de emergência e exigiram que o Irã cesse ataques, destacando direito à defesa e chamando pela deeskalada.
  • Além das ações militares, há medidas para diversificar rotas de hidrocarbonetos no Golfo, como uso de oleodutos ocidentais; Iraque e Curdistão retomaram parte do circuito Kirkuk–Ceyhan para exportação.

O Irã lançou uma operação militar contra infraestruturas de hidrocarbonetos na região, em retaliação ao ataque ao campo Pars Sur. A ofensiva atingiu Ras Laffan, maior centro de processamento de gás natural liquefeito do mundo, em Qatar. Também foram alvo refino­arias em Kuwait e outras instalações na região.

Segundo autoridades cataris, os impactos em Ras Laffan provocaram incêndios de grande proporção e danos severos. A QatarEnergy informou que a recuperação deve levar ao menos três anos e que a capacidade de exportação de gás deve recuar cerca de 17% nos próximos cinco anos.

Refinarias em Kuwait, Mina Abdulá e Mina al Ahmadi, foram alcançadas por drones, com incên­dios que não deixaram danos críticos. Além disso, um míssil atingiu a refinaria de Haifa, em Israel. Sistemas de defesa teriam interceptado parte dos ataques, segundo autoridades dos Emirados e de Arábia Saudita.

Ras Laffan e reação regional

A pressão chegou a Doha, onde o governo ordenou a expulsão de agregados da Em­bajada iraniana. O primeiro-ministro do Catar afirmou que o ataque levanta várias questões sobre a relação com o Irã.

Paralelamente, ministros de Exteriores de doze países muçulmanos, incluindo Turquia e Egito, reuniram-se em Riade para discutir a escalada. O comunicado pediu fim dos ataques, liberação do estreito de Ormuz e respeito ao direito internacional.

Impactos econômicos e estratégicos

A volatilidade no preço do gás aumentou, com elevação de mais de 30% no índice europeu. Órgãos internacionaisalertaram para impactos na inflação e na segurança alimentar global, em razão da importância regional para o abastecimento mundial.

Alguns países buscam diversificar rotas de exportação. Instaladores turcos propõem ampliar oleoduto Kirkuk–Ceyhan para facilitar saídas de petróleo iraquiano. Irã tenta pressionar pela contenção de ataques, ampliando o custo econômico para rivais.

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