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Macau aprova lei de segurança nacional que permite julgamentos à porta fechada

Macau aprova lei de segurança nacional que permite julgamentos a portas fechadas, sob decisão final do Comitê de Segurança Nacional

Chinese and Macau flags flutter during a flag-raising ceremony at the Golden Lotus Square to mark the 25th anniversary of Macau's handover from Portugal to China
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  • Macau aprovou por unanimidade um projeto de lei que permite julgamentos a portas fechadas quando necessário para proteger a segurança nacional.
  • A legislação de segurança nacional já existe desde 2009 e foi endurecida em 2023; Au Kam San foi preso sob esse regime no ano passado.
  • Juízes devem encaminhar casos ao Comitê de Salvaguarda da Segurança Nacional se houver risco à segurança pública durante uma audiência.
  • O comitê tem autoridade final para decidir se o tema envolve segurança nacional e pode determinar audiências fechadas, sem possibilidade de recurso.
  • A lei entra em vigor no dia seguinte à publicação no Boletim Oficial de Macau.

Macau aprovou, por unanimidade, um projeto de lei que autoriza que processos judiciários sejam realizados a portas fechadas quando necessário para proteger a segurança nacional. A aprovação ocorreu nesta quinta-feira, em Macau, território sob administração chinesa.

A lei já regula a segurança nacional desde 2009 e foi aperfeiçoada em 2023. Em julho do ano passado, Au Kam San, um proeminente democrata, foi preso sob suspeita de colaborar com forças estrangeiras para colocar em risco a segurança do território.

O texto determina que juízes encaminhem casos ao Comitê de Salvaguarda da Segurança Nacional se houver risco à segurança em audiência pública. O comitê decide, de forma final, se o assunto envolve segurança nacional e pode ordenar o fechamento das sessões.

A norma entra em vigor um dia após sua publicação no diário oficial de Macau.

Governo de Macau afirmou que a aprovação demonstra a implementação bem-sucedida do princípio “patriotas governando Macau”.

Ao contrário de Hong Kong, onde movimentos sociais desafiaram o governo central, a oposição democrática em Macau tem atuação mais restrita.

Após a prisão de Au, grupos de direitos humanos pediram sua libertação e ressaltaram a necessidade de críticas pacíficas não serem reprimidas.

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