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Museu Britânico não removeu Palestine de rótulos por pressão, dizem fontes

Apesar de alegações, o British Museum afirma que não removeu Palestine das etiquetas; debate sobre terminologia persiste entre especialistas e apoiadores

The British Museum says it continues “to use Palestine across a series of galleries, both contemporary and historic”
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  • Mais de duzentas personalidades assinarem carta aberta criticando o British Museum por supostamente remover o termo “Palestine” dos rótulos, citando risco de apagamento histórico (intitulada em 11 de março).
  • O British Museum afirmou que “Palestine” continua sendo usado em várias galerias, apesar de relatos de mudanças nos rótulos terem ocorrido antes da carta de fevereiro de 2026.
  • Alterações ocorreram, principalmente na galeria do Levante Antigo e em exibições egípcias, incluindo substituições como “Palestine” por “Syro-Lebanese coast” e “Palestinian descent” por “Canaanite descent”.
  • A controvérsia envolve o uso de termos históricos versus leituras modernas; críticos dizem que a terminologia, embora defendida como atualizada, pode distorcer a historiografia reconhecida.
  • O tema também envolve visitas a entidades ligadas à política externa, como em eventos com a embaixada de Israel e parcerias com a BP; o BM não comentou sobre essas ligações nem sobre as mudanças de rótulos.

O British Museum nega que tenha removido o termo Palestine das etiquetas por pressão de um grupo de defesa, mantendo a palavra em várias galerias. A instituição afirma que não houve mudança apenas por pressão externa e que o termo continua em uso.

Mais de 200 figuras culturais assinaram uma carta aberta criticando a decisão, segundo a British Museum. Entre os signatários estão o músico Brian Eno, a escritora Laleh Khalili e o ex-cabeça da Central Saint Martins Jeremy Till. O documento classifica a retirada como revisionismo histórico.

O texto também liga o caso à suposta participação do museu em supportar políticas relacionadas a Israel e Gaza, citando eventos internos e parcerias. Em 13 de maio de 2025, o museu sediou um evento privado ligado à embaixada de Israel em Londres. A BP não respondeu a pedidos de comentário.

A controvérsia ganhou fôlego após reportagens que afirmavam alterações nas etiquetas da Galeria do Levante Antigo e de Egito. O British Museum disse, em 3 de março, ao The Art Newspaper, que as informações sobre a remoção eram falsas e que o uso de Palestine era mantido.

A imprensa especializada indicou que alterações ocorreram no início de 2025, antes da carta da UK Lawyers for Israel enviada em fevereiro de 2026. O museu informou que houve uma reavaliação linguística baseada em pesquisas recentes, mantendo Palestine em outras áreas.

Mudanças específicas constam nas etiquetas da Galeria do Levante Antigo e nos textos sobre egiptologia, com a substituição de termos por referências a Syro-Libanês ou Canaan, conforme o contexto. A justificativa citada pelo museu aponta para a utilidade histórica da denominação antiga.

Especialistas entrevistados pelo The Art Newspaper discutem a terminologia e o uso de Palestine em textos antigos, destacando que o termo aparece em várias fontes históricas. A discussão aponta para diferentes leituras entre historiadores sobre ortodoxia terminológica.

O grupo UKLFI disse ter enviado a carta em fevereiro de 2026 após receber várias abordagens de pessoas preocupadas com descrições potencialmente inexatas. A organização pediu revisões para evitar termos considerados historicamente imprecisos.

O Museu não forneceu novos esclarecimentos adicionais após as respostas à UKLFI. Em contrapartida, o material exibido em uma vitrine sobre migração e deslocamento, presente na Galeria do Levante, permanece sob escrutínio, segundo relatos de queixas do UKLFI.

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