- Ministros das Relações Exteriores de países árabes e islâmicos, em reunião em Riade, pediram ao Irã que cesse ataques e respeite a soberania regional.
- A declaração conjunta condenou ataques com mísseis balísticos e drones contra áreas civis, infraestrutura crítica e instalações diplomáticas.
- Os participantes reafirmaram o direito de defesa dos estados, conforme o Artigo cinquenta e um da Carta das Nações Unidas.
- O futuro das relações com Teerã depende do respeito à soberania, da não intervenção e de evitar o uso de capacidades militares para ameaçar a região.
- Também foi pedido que o Irã cesse o apoio a milícias afiliadas e foi ressaltada a importância de manter a navegação internacional, especialmente no Estreito de Hormuz e no Bab el-Mandeb.
Um grupo de ministros das Relações Exteriores de países árabes e islâmicos pediu ao Irã que cesse ataques e respeite a soberania regional, reforçando o direito de autodefesa conforme o direito internacional. A declaração veio após a reunião consultiva realizada nesta quinta-feira em Riad.
Conforme a nota oficial, os representantes condenaram de forma veemente os ataques iranianos, descritos como deliberados, com uso de mísseis balísticos e drones contra áreas civis e infraestrutura crítica na região.
Participaram da reunião autoridades da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Egito, Jordânia, Kuwait, Bahrein, Líbano, Paquistão, Azerbaijão e Síria. A presença mostrou unidade entre rejeições a ações iranianas.
Os ministros afirmaram que houve ataques contra países do Golfo, Jordânia, Azerbaijão e Turquia, atingindo residências, instalações petrolíferas, plantas de dessalinização, aeroportos e instalações diplomáticas. Afirmaram que tais ações não têm justificativa.
Eles ressaltaram que os estados possuem o direito de defesa, conforme o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, e destacaram a necessidade de se manter o equilíbrio regional.
A declaração deixa claro que o futuro das relações com Teerã depende do respeito à soberania, da não intervenção em assuntos internos e da abstinência de uso de capacidades militares que ameacem a região.
Outra parte do texto pede que o Irã encerre o apoio, financiamento e fornecimento de armas a milícias afiliadas em países árabes, apontando para riscos à estabilidade regional.
Por fim, os ministros advertiram contra qualquer interrupção da navegação internacional, inclusive no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab el-Mandeb, enfatizando a importância da segurança marítima.
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