- Trump afirmou que Israel “violently lashed out” contra o campo de gás sul Pars, no Irã, e disse que não haverá mais ataques, a menos que o Irã responda.
- O ataque elevou os preços do petróleo e o Irã ameaçou atingir alvos de petróleo e gás no Golfo; missiles atingiram Ras Laffan, no Qatar, e houve ataques a objetivos na Arábia Saudita.
- A QatarEnergy informou “danos extensos” a várias instalações de LNG após os ataques, que afetam uma parte relevante do fornecimento global de gás.
- A Arábia Saudita interceptou quatro mísseis com destino a Riad e impediu um ataque com drones a uma instalação de gás; o Irã também atingiu instalações de gás do Qatar na quinta-feira.
- Os ministros das Relações Exteriores de seis países islâmicos condenaram os ataques do Irã e discutiram a necessidade de uma suspensão imediata; há relatos sobre possíveis reforços militares dos EUA na região para garantir o trânsito de petróleo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel desferiu um ataque violento contra o maior campo de gás da Iran, o South Pars, na quarta-feira, como parte de uma escalada no conflito regional. Ele disse que o ataque ocorreu sem aprovação prévia dos EUA e que não haverá novas investidas israelenses, a menos que o Irã reaja.
O ataque afetou volumes significativos de gás, com a QatarEnergy relatando incêndios extensos e danos em instalações de LNG. O Ras Laffan Industrial City, uma importante base de processamento, foi atingido e houve relatos de danos consideráveis.
Trump anunciou, via rede social, que Israel não repetirá ataques ao South Pars, a menos que o Irã decida atacar alvos inocentes no Qatar. O governo americano estuda reforços militares na região para proteger vias de passagem do petróleo via Estreito de Ormuz.
Repercussões regionais
O Irã respondeu com ataques a Qatar e Arábia Saudita, mirando instalações de gás e bases militares. Da região chegam relatos de interceptação de mísseis e drones, além de ataques a infraestruturas civis e aéreos. Ministérios de Relações Exteriores de países islâmicos pedem imediata redução de hostilidades.
Ações no Golfo levaram a quedas e oscilações no mercado de energia, com impactos ainda incertos para preços globais de petróleo e gás. Autoridades consideram possível aumento de reforços militares estadunidenses para manter a livre circulação de petróleo pela região.
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