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Brasil resiste à pressão dos EUA por terras raras, diz NYT

Brasil resiste a acordo exclusivo com os EUA sobre terras raras, mantendo controle nacional e avançando com a cadeia produtiva interna

Imagem da Serra Verde; reservas de minerais estratégicos colocam o país no centro de disputa global por insumos essenciais à tecnologia e à defesa
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  • O The New York Times afirma que o Brasil resiste à pressão dos EUA para firmar acordo exclusivo na exploração de minerais críticos, buscando autonomia e mantendo laços com outros parceiros, inclusive a China.
  • Os EUA pleiteiam um acordo bilateral para produzir milhões de toneladas de minerais estratégicos; a proposta foi enviada em fevereiro e não teve resposta formal brasileira até o momento.
  • Um fórum em São Paulo, organizado pelos EUA, buscou aproximar autoridades e empresas de mineração, mas o governo de Luiz Inácio Lula da Silva não participou.
  • O governo brasileiro defende que a exploração dos recursos seja vinculada ao desenvolvimento industrial interno, com cadeia produtiva completa no Brasil e sem exportação apenas da matéria-prima.
  • O Brasil detém participação relevante na cadeia global de minerais: até 23% das reservas mundiais de terras raras, grande parte do niobio e grandes reservas de lítio e cobalto; há também avanços como uma mina da Serra Verde com apoio de investidores norte-americanos.

O Brasil resiste à pressão dos EUA por acordo bilateral na exploração de minerais críticos, aponta o The New York Times. Segundo o veículo, o governo americano busca produzir milhões de toneladas com o Brasil, mas não houve resposta formal até agora. A imprensa destaca uma proposta enviada em fevereiro.

O jornal afirma que os EUA promoveram, nesta semana, um fórum em São Paulo para aproximar autoridades e empresas de mineração de ambos os lados. A iniciativa visa destravar investimentos de bilhões de dólares em pelo menos 50 projetos no Brasil. O governo Lula, porém, não participou do encontro.

Nos bastidores, integrantes do governo avaliam a mobilização como uma tentativa de influenciar a política nacional sobre minerais estratégicos. A resistência brasileira envolve manter o controle sobre os recursos e negociar com múltiplos parceiros, sem exclusividade.

O texto ressalta que o objetivo comum seria reduzir a dependência da China, que domina a extração e o processamento de terras raras, lítio e cobalto. O Brasil tem peso relevante nesse mercado, com parte significativa das reservas mundiais de terras raras e o maior estoque de nióbio.

O governo federal defende que a exploração seja integrada a um desenvolvimento industrial interno, com cadeia produtiva completa no país. Já os EUA topam investir, mas não aceitam exigir processamento integral no Brasil.

Pelo lado americano, há pressões também para priorizar a compra de minerais brasileiros em relação aos fornecedores chineses. Como resultado, surgem tratativas mais independentes em estados brasileiros, como Goiás, onde houve acordo recente entre governo local e investidores estrangeiros.

Um memorando de entendimento firmado com Goiás destacou a presença de recursos na região, ainda que a exploração seja regida pela legislação federal, que considera os recursos minerais da União. O tema permanece sob observação diante de tensões diplomáticas e de viagens canceladas entre autoridades.

Ainda há movimentação no setor: uma mina operada pela Serra Verde encerrou contratos com processadores chineses e passou a atender empresas ocidentais, fortalecendo a participação internacional. O projeto também recebeu aporte de US$ 565 milhões de uma agência de desenvolvimento dos EUA.

Especialistas apontam que, mesmo diante do impasse, um acordo poderia beneficiar ambos os lados: reduzir a dependência dos EUA em relação à China e ampliar a capacidade produtiva brasileira com capital e tecnologia. A possibilidade de tratado depende de avanços na negociação com o governo federal.

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