- Beit Awa, Cisjordânia, um projétil atingiu um salão de beleza precário na noite de quarta-feira, durante o Eid al-Fitr, deixando quatro mulheres mortas e outras feridas.
- As vítimas eram Sahira (37), Amal (29) e Mais (22) Masalma e Asil (32); duas delas estavam grávidas.
- O local é uma área urbana de Beit Awa, sem abrigos disponíveis nem sirenes, em meio ao conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã.
- Até esta quinta-feira, foi anunciada a quarta morte, com o mergulho de uma atmosfera de luto durante os enterros realizados no local.
- O episódio ocorre no contexto de escalada militar na região, marcada por lançamentos de bombas de fragmentação e interceptações de mísseis.
Beit Awa, Cisjordânia, viveu na noite de quarta-feira uma tragédia que deixou quatro mulheres mortas perto de um salão de beleza precário, que era cenário de preparativos para Eid al Fitr. O ataque ocorreu durante a guerra entre Israel, EUA e Irã, que envolve diversas frentes no território ocupado. Não houve sirenes locais nem abrigo disponível na localidade.
Testemunhas relatam que o projétil caiu ao lado do salão, feito de chapa, causando ferimentos graves nos arredores. A explosão interrompeu uma tarde de risos e conversas sobre cores de esmalte, com as presentes já reunidas para a festividade. A estrutura não resistiu ao impacto.
Beit Awa abriga cerca de 20 mil pessoas e fica próximo a áreas de presença militar. As primeiras vítimas fatais foram identificadas como Sahira, Amal e Mais Masalma, todas da mesma família. Na quinta-feira, a administração hospitalar informou a morte de Asil Masalma, de 32 anos, elevando o saldo para quatro óbitos.
O que se sabe até agora
Ao todo, oito mulheres ficaram feridas, entre elas Hadil, que recebeu atendimento médico, apesar de ter sido ferida no pé. A dinâmica do ataque ainda está sob investigação, com autoridades israelenses atribuindo a responsabilidade a ataques de diversões e interceptores de misseis. Não há confirmação independente das autoridades palestinas sobre o autor imediato do disparo.
O incidente ocorreu em Beit Awa, cidade árabe no sudoeste da Cisjordânia. Segundo moradores, não há abrigo seguro na região e as famílias costumam buscar proteção improvisada em estruturas simples. O episódio mostra a vulnerabilidade civil em áreas de conflito próximo a alvos de interesse militar.
Repercussão local
Os familiares das vítimas participaram dos itens funerários na escola secundária da região, sob fortemente acompanhado de tradições religiosas locais. Entre os presentes, houve recitação de preces e expressões de luto, sem manifestações de violência ou retaliação visíveis naquele momento.
Yusef Sweiti, ex-alcaide de Beit Awa, afirma que o ataque impõe um peso político e humano sobre a população. Ele ressalta a ausência de refúgios formais e a constante vulnerabilidade de moradores que convivem com tensões entre forças ocupantes e grupos armados na região.
Mahmud Masalma, primo de uma das vítimas, descreve a dificuldade de lidar com a situação na prática: não há local seguro onde se refugiar, e muitos moradores estão revisando seus planos para o futuro próximo. A família cita ainda o impacto econômico de décadas de ocupação na vida cotidiana.
Contexto maior
Beit Awa é um polo comercial de itens usados e chama atenção pela proximidade com áreas sensíveis do conflito. A cidade depende de fluxos de trabalho com Israel, e muitos residentes enfrentam atrasos salariais e retenção de fundos por parte de autoridades públicas. A atual escalada envolve impactos diretos em famílias e infraestrutura locais, em meio a uma frente de guerra mais ampla na região.
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