- O Museu Rietberg, em Zurique, transferiu 11 objetos da sua coleção permanente ao governo Nigerian, representado pela Comissão Nacional de Museus e Monumentos.
- Desses, dois objetos são considerados de grande importância ritual: uma cabeça de bronze commemorativa e um marfim de século XVIII, ambos ligados a rituais do Benim, e devem retornar ao Nigeria ainda neste verão.
- Os outros nove objetos tiveram a mudança de propriedade, mas permanecerão em Zurique, sob exibição ou tutela permanente.
- O movimento faz parte da Benin Initiative Switzerland, lançada em 2021 para identificar ligações de objetos de Benim em museus suíços com o saque de 1897, e que apontou ligação provável de 55 itens.
- A transferência foi anunciada pela prefeitura de Zurique, que detém o Museu Rietberg, destacando o interesse nigeriano em manter vivo o relato histórico e artístico de Benim na Suíça.
O Museu Rietberg, em Zurique, transferirá 11 objetos de Benin para o governo Nigerian, representado pela Comissão Nacional de Museus e Monumentos. A operação envolve a coleção permanente da instituição, fundada nos anos 1950 a partir de doações do colecionador Eduard von der Heydt.
Duas peças ganham destaque: uma cabeça de bronze commemorativa, de cerca de 1850, ligada ao santuário ancestral do rei; e uma presa de marfim do século XVIII, ligada a um obelisco memorial e à história de um Oba. Ambas devem retornar a Nigeria ainda neste verão.
Os demais nove itens permanecerão em Zurique, mesmo com a transferência de propriedade. O acordo mantém obras em exibição suíça, com a Nigeria interessada em manter a narrativa histórica e artística ligada a Benin no contexto suíço.
A transferência é resultado da Benin Initiative Switzerland BIS, criada em 2021 pelo Rietberg. A BIS identificou ligações entre objetos Benin em museus suíços e o saque de 1897, concluindo que cerca de 55 peças possuem ligação com o episódio.
Entre as peças, destaca-se ainda um colar de bronze e uma máscara prática de Benin City, com trajetórias que passaram por colecionadores britânicos, leilões e dealers europeus antes de chegar a Zurique. A adoção de empréstimo permanente para uma dessas peças permanece sob discussão.
Annette Bhagwati, diretora do Rietberg, afirma que a história e a estética de Benin continuarão a ser contadas na Suíça, mesmo após a mudança de propriedade. O governo Nigerian não detalhou critérios de exibição, apenas que as peças retornarão ao país.
A operação completa envolve questões legais, históricas e museológicas, com coordenação entre museus europeus e órgãos nigerianos. O caso reitera debates recentes sobre restituição de patrimônios culturais saqueados na era colonial.
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