- O prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, disse que o pavilhão russo na Bienal será fechado se houver propaganda, mas destacou que a cidade deve seguir sendo fórum de diálogo.
- Brugnaro afirmou que, se o governo russo fizer propaganda, a primeira a fechar será o pavilhão, comentando durante a apresentação do Pavilhão Central, após reforma de € 31 milhões.
- O ministro italiano da cultura, Alessandro Giuli, pediu a demissão de Tamara Gregoretti e exigiu total documentação sobre o projeto do pavilhão russo e possíveis violações de sanções.
- A Bienal informou que não houve violação de regulações nem sanções, afirmando que as sanções contra a Federação Russa estão sendo cumpridas.
- A Pussy Riot reagiu, dizendo que receber representação estatal sob o rótulo de dissenso pode tornar o dissenso apenas performativo, mas que pode participar se for levado a sério.
Russia terá o pavilhão na Bienal de Veneza fechado caso haja propaganda, afirmou o prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, nesta quinta-feira, 19 de março. A declaração consta numa posição firme sobre o uso político da mostra do país.
Brugnaro ressaltou que Veneza deve continuar sendo um espaço de diálogo e diplomacia. Ele disse que, se o governo russo realizar propaganda, o pavilhão será encerrado de imediato.
O debate envolve também o presidente da Bienal, Pietrangelo Buttafuoco, e o ministro italiano da Cultura, Alessandro Giuli. A russo participação ganhou contornos políticos após anúncio de Shvydkoy, enviado cultural do presidente russo, de que haveria programa musical no pavilhão.
A discussão no governo italiano intensificou-se após a União Europeia sinalizar possibilidade de suspensão de recursos à Bienal pela participação russa. Giuli pediu a demissão da representante do Ministério da Cultura, Tamara Gregoretti, e exigiu documentação completa sobre planos do pavilhão.
A Bienal reagiu, afirmando que não houve violação de regras nem de sanções impostas à Federação Russa, e que todas as normas estão sendo cumpridas. O evento também anunciou uma programação cultural ligada à história de dissidência na Itália, sem vinculação direta à política externa.
Pussy Riot reagiu à notícia, com uma nota nas redes sociais, destacando o risco de transformar dissidência em gesto performativo. O grupo afirmou estar aberto a visitas, desde que haja compromisso real com a liberdade de expressão.
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