- A princesa Mette-Marit de Noruega disse à NRK que foi manipulada por Jeffrey Epstein, reconhecendo culpa por não investigar mais o passado dele e afirmando que não sabia que era criminoso sexual.
- Ela explicou que a relação com Epstein era de amizade, não romântica, e que decidiu cortar o contato após perceber que ele era “um tipo mau”; Haakon tinha ciência das visitas e mencionou encontros em Palm Beach e em San Bartolomé.
- A princesa relatou ter ficado insegura no último dia em que esteve na casa de Epstein, mas manteve o contato por acreditar que era manipulada, com mensagens em tom de camaradidade segundo ela.
- Em entrevistas, Mette-Marit disse que pesquisou Epstein no Google, mas não lembra exatamente o que procurou; também afirmou que não buscou informações que pudessem confirmar seus abusos.
- O caso acompanha controvérsias envolvendo a monarquia e a família, com pesquisas de opinião apontando complexidade em relação ao futuro papel de Mette-Marit como rainha consorte e com o filho Marius Borg Høiby enfrentando audiência com pena prevista.
La princesa Mette-Marit de Noruega rompe o silêncio após novas revelações sobre sua relação com Jeffrey Epstein. Em entrevista à NRK, ela afirma ter assumido a responsabilidade por ter sido manipulada e enganada pelo multimillonário. Também diz não ter pesquisado o suficiente sobre seu passado.
A princesa garante que a relação foi de amizade, não romântica, e que decidiu cortar o contato após perceber que Epstein era um homem ruim. Ela passou alguns dias em Palm Beach, na Flórida, com ele, mas afirma não ter visto nada ilegal e que o comportamento dele a deixou insegura.
Haakon, herdeiro do trono, confirma que tinha conhecimento das visitas. Ele também relata que a princesa mostrou a Epstein o parque Frogner, em Oslo, em uma ocasião. O casal já havia sido visto juntos em várias ocasiões com Epstein no passado.
Detalhes do vínculo e perguntas em aberto
Entre mensagens trocadas, a princesa chegou a admitir tom de camaradagem, embora algumas leituras tenham sido interpretadas como íntimas. Em um e-mail de 2012, ela comentou que estava entediada em uma cerimônia de casamento real, sem entrar em detalhes.
Em 2012, o casal participou do enlace dos grandes duques de Luxemburgo. Na época, Epstein mencionou buscar uma esposa em Paris; Mette-Marit respondeu com comentário que Paris seria boa para o adulterio, o que hoje ela classifica como uma brincadeira de mau gosto.
A imprensa também questiona por que Mette-Marit demorou a se pronunciar publicamente, citando a prioridade dada à família diante da crise. Ela reconhece ter sido uma fase de maior desgaste para cumprir o papel na Casa Real.
O caso Epstein não envolve apenas a princesa: há repercussões políticas e a investigação sobre o filho, Marius Borg Høiby, que enfrenta acusações criminais. A opinião pública na Noruega permanece dividida sobre a soberania da princesa no papel de rainha consorte.
Repercussões públicas e contexto
Uma pesquisa divulgada pela TV 2 aponta que quase metade dos noruegos prefere não vê-la como rainha. Outros 29% apoiam a ideia, enquanto 23,5% permanecem indecisos. O cenário coincide com o andamento do processo de Marius, que pode influenciar a percepção da monarquia.
A necropsia de declarações anteriores mostra que Mette-Marit já havia pedido desculpas diversas vezes desde 2019, quando veio à tona a relação com Epstein. A imprensa destaca lembranças da vida pública iniciada em 2001, seguida de um período de maior escrutínio.
Orei por uma leitura neutra dos fatos, sem juízos de valor, para informar o leitor sobre o que ocorreu, quem está envolvido, quando e onde, e as perguntas que permanecem em aberto.
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