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Lula critica novamente o Conselho de Segurança da ONU por omissão

Lula classifica o Conselho de Segurança da ONU como omisso e afirma que a falta de soluções para conflitos torna o mundo mais vulnerável durante a COP15

O presidente Lula (à dir.) aparece ao lado do presidente do Paraguai, Santiago Peña (à esq.), durante a sessão especial da COP15, em Campo Grande (MS)
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  • Lula criticou o Conselho de Segurança da ONU por ser “omisso” na solução de conflitos, durante discurso na COP15 em Campo Grande (MS) no domingo, 22 de março de 2026.
  • O presidente disse que, ao longo de seus 80 anos, a ONU teve papel relevante em descolonização e direitos humanos, mas o Conselho de Segurança falha na busca por soluções de conflitos, alertando que mundo sem regras é inseguro.
  • A COP15 marca a primeira vez que o Brasil sedia e preside o evento, que ocorre em Campo Grande e segue até 29 de março, com a presença de autoridades brasileiras e de outros países, como o Paraguai.
  • Entre as prioridades da presidência brasileira da COP15 estão: dialogar com base nos princípios das convenções do Clima, Desertificação e Biodiversidade; ampliar recursos financeiros e criar mecanismos multilaterais; universalizar a Declaração do Pantanal.
  • Lula apontou avanços ambientais do Brasil desde 2023 e metas para o meio ambiente, destacando quedas no desmatamento, aumento de áreas protegidas e planos para proteção de ecossistemas e áreas marinhas, com visão até 2030.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a atuação do Conselho de Segurança da ONU durante a sessão especial da COP15, realizada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Lula afirmou que o órgão tem sido omisso na busca por soluções de conflitos ao longo de seus 80 anos de atuação. A fala ocorreu no domingo, 22 de março de 2026.

Durante o encontro, o presidente ressaltou a importância histórica da ONU em temas como descolonização, proibição de armas químicas e biológicas, proteção da camada de ozônio e defesa dos direitos humanos. No entanto, destacou que o Conselho de Segurança tem falhado na mediação de crises globais, deixando o mundo mais inseguro.

O evento reuniu autoridades brasileiras e de países da região. Estiveram presentes o presidente do Paraguai, Santiago Peña; a ministra Marina Silva (Meio Ambiente); o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco; a ministra Simone Tebet (Planejamento); a ministra Luciana Santos (Ciência e Tecnologia); o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia); o chanceler boliviano, Fernando Aramayo Carrasco; o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel; o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho; além de representantes da CMS, da CG, e do STJ.

A ministra Sonia Guajajara, que coordenaria a participação indígena, não compareceu devido a problemas de saúde; está internada no Incor, em São Paulo, após apresentar mal-estar. A COP15 é a 1ª edição sediada pelo Brasil, com a presidência do país, e segue até 29 de março.

Participação e pautas da COP15

A agenda brasileira para a COP15 enfatiza cooperação regional e proteção de espécies migratórias. Lula citou a importância de parcerias com países vizinhos e da implementação de acordos multilaterais para conservar a biodiversidade e enfrentar mudanças climáticas, com foco no Pantanal, Amazônia, Cerrado e Andes.

O discurso destacou ainda medidas já anunciadas pelo Brasil, como ações para ampliar áreas protegidas no Pantanal, na região sudeste de Minas Gerais e em Taiamã, no Mato Grosso, consolidando reservas e parques com objetivo de ampliar a proteção de ecossistemas e espécies migratórias.

Lula ressaltou que manter acordos ambientais regionais é essencial para enfrentar crimes ambientais, como desmatamento e garimpo ilegal, e citou iniciativas da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica e da Área de Livre Comércio, além de projetos como o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, com sede em Manaus.

O chefe do Executivo brasileiro mencionou metas de longo prazo, como ampliar a proteção de 30% das áreas oceânicas até 2030, conforme a Convenção sobre Diversidade Biológica, e apresentou avanços recentes em políticas ambientais, incluindo quedas no desmatamento da Amazônia e no uso de queimadas no Pantanal.

O evento também contou com a participação de autoridades de defesa ambiental, justiça e governança, além de representantes internacionais. O objetivo é promover avanços coletivos na conservação da biodiversidade e no fortalecimento do multilateralismo, conforme o discurso do presidente.

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