- Eleições na Eslovênia terminaram com resultado estreito: o Movimento pela Liberdade de Golob tem 29 cadeiras e o SDS, de Janez Janša, 28, tornando a formação de governo incerta.
- Janša enfrentou acusações de interferência externa após vazamentos de conversas com uma empresa de inteligência israelense, a Black Cube; o ex-principal afirmou que houve contatos, mas negou envolvimento com a eleição.
- Nomeado ministro de Exterior da Hungria, Péter Szijjártó, é acusado de repassar informações confidenciais de reuniões da UE a Moscou, em chamadas durante intervalos; o governo também bloqueia empréstimo da UE de 90 bilhões de euros a Kyiv.
- França viveu pleitos municipais com resultados mistos: Paris permanece no controle da esquerda, com Emmanuel Grégoire, Marseille reelegeu Benoît Payan e Lyon manteve Grégory Doucet, após alianças locais.
- Fatih Birol, presidente da Agência Internacional de Energia, alertou para uma possível crise energética global ainda maior que crises dos anos setenta e o impacto da guerra na Ucrânia, diante do ultimato de Washington sobre o Estreito de Ormuz.
O Hungarian Foreign Minister Péter Szijjártó foi acusado de manter Madrid ou Moscou no circuito das decisões europeias ao supostamente repassar informações de reuniões da União Europeia a Moscou. A denúncia, publicada pelo Washington Post, cita contatos telefônicos durante intervalos de encontros em Brussels e aponta 16 visitas a Moscou desde 2022. O governo de Budapeste nega as acusações.
O episódio ocorre em meio a eleições na Hungria, marcadas para 12 de abril, e no contexto de tensões entre a UE e a Hungria sobre o financiamento de Kyiv e a política energética. Observadores veem o caso como potencial combustível para críticas a Viktor Orbán, líder húngaro, em um momento decisivo da campanha.
Paralelamente, a Europa acompanha eleições na Eslovênia, onde o governo centrista de Robert Golob pode formar maioria frente ao SDS, de Janez Janša. A contagem parcial aponta para um empate técnico, com 29 cadeiras para Golob e 28 para Janša, em um parlamento de 90 cadeiras.
Na França, votos para eleições municipais apontam para um equilíbrio entre esquerda, direita e movimentos regionais. Paris manteve o controle da esquerda com Emmanuel Grégoire, enquanto Lyon e Marseille apresentaram vitórias ou reforços para diferentes coligações locais.
No campo energético, Fatih Birol, da IEA, alertou que a crise pode superar crises anteriores caso o Irã não reabra o estreito de Hormuz, no contexto de pressões de Trump. O presidente da IEA destacou risco para a economia global caso não haja resolução diplomática rápida.
Brasil, Itália e Alemanha também acompanham movimentações políticas locais e regionais, com resultados que devem influenciar o cenário político europeu nas próximas eleições nacionais. A cobertura completa segue com atualizações sobre os desdobramentos eleitorais e diplomáticos.
Hungáriá foreign minister briefing
Relatórios indicam que Szijjártó contatou Lavrov com frequência para repassar informações de reuniões em Bruxelas, segundo a matéria do Washington Post. O governo de Budapeste classifica as alegações como falsas. A imprensa europeia analisa o impacto do caso na relação entre a UE e a Hungria.
Resultados eleitorais na Eslovênia
Resultados parciais apontam para uma virada apertada entre o Movimento Liberdade de Golob e o SDS de Janša. A coalizão de governo enfrenta dificuldades para consolidar uma maioria estável no parlamento de 90 cadeiras.
Contexto: França e eleições municipais
As votações em cidades como Paris, Lyon e Nice indicam cenários variados entre esquerda, direita e forças emergentes. Observadores citam impactos potencialmente relevantes para o pacto político de 2027, com as alianças locais em foco.
Visão internacional sobre energia
Birol alertou para uma possível crise energética global se o Irã não reabrir o estreito, em meio a tensões entre EUA e região. Movimentos de mercado seguiram com alta nos preços do petróleo e queda inicial de ações asiáticas.
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