- Irã ameaçou atacar usinas elétricas que abastecem bases americanas, como resposta ao prazo do presidente Donald Trump sobre o estreito de Hormuz.
- A declaração lida pela televisão estatal diz que, se as usinas forem atacadas, o Irã retaliará mirando as usinas de energia do regime ocupante e de países da região que fornecem energia às bases dos EUA.
- A ameaça ocorre enquanto Trump disse que os EUA atacariam usinas iranianas em quarenta e oito horas se o estreito continuasse efetivamente fechado pela ação do Irã.
- O estreito de Hormuz é central para o petróleo, com o tráfego de navios caindo de cerca de cem transits semanais para sete; o Irã afirma que o estreito está aberto a todos, exceto aos inimigos.
- O Comando Central dos EUA afirmou que a campanha contra o Irã está adiantada ou dentro do previsto; ataques aéreos foram reportados em Teerã e Israel descreveu ações contra infraestrutura do regime.
O Irã ameaçou atacar usinas de energia que fornecem energia às bases militares americanas, em resposta ao prazo de Donald Trump sobre o Estreito de Hormuz. A mensagem foi veiculada pela televisão estatal no início desta segunda-feira, citando a Guarda Revolucionária como emissora da decisão. A advertência ocorre no contexto de bloqueio do estreito, que o Irã vê como resultado de agressões dos Estados Unidos e de Israel.
Segundo o comunicado, se as usinas de energia forem atingidas, o Irã pretende retaliar mirando as usinas do “regime ocupante” e infraestruturas econômicas, industriais e energéticas envolvidas com EUA, incluindo países da região que fornecem eletricidade a bases americanas. O texto também associa Israel ao papel de ocupante. A declaração surge após Trump afirmar, no fim de semana, que os EUA alcançariam alvos energéticos no Irã caso o estreito permaneça fechado pela passagem de navios.
Enquanto isso, a crise energética no Golfo se agrava com o estreito quase fechado, reduzindo o tráfego de navios de cerca de 100 para cerca de 7 transações semanais. A maior parte do comércio marítimo encontra-se a uma distância segura para evitar ataques, e o Irã afirma manter o estreito aberto para todos, exceto para inimigos.
Desdobramentos militares no terreno
O conflito entra na sua quarta semana de hostilidades com ataques aéreos sobre Bagdá e Damasco, além de ações israelo-americanas contra infraestruturas consideradas ligadas ao Irã. A imprensa regional relata ataques israelenses, com várias cidades no sul atingidas e dezenas de feridos após um ataque recente a instalações ligadas a um local de pesquisa nuclear.
Comando dos EUA e avaliação da ofensiva
O general-chefe da Força-Tarefa do Comando Central dos EUA afirmou que a campanha contra o Irã está adiantada ou dentro do plano. Em entrevista à Iran International, ele destacou esforços para neutralizar capacidades de mísseis e drones, além de interromper a fabricação. A autoridade também ressaltou que civis permanecem em risco devido a ataques em áreas povoadas. O conflito já deixou mais de 2 mil mortos desde o início das operações em 28 de fevereiro.
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