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Irã nega diálogos com EUA após recuo de Trump

Teerã nega diálogos em andamento com Washington; Trump diz adiar ataques a usinas de energia por cinco dias, condicionados ao sucesso das negociações

Na imagem, bandeiras dos Estados Unidos (à esq., capital Washington, e do Irã (à dir.), capital Teerã
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  • A agência iraniana Fars afirmou que Teerã e Washington não discutem ainda qualquer diálogo; a declaração foi atribuída a um oficial de segurança não identificado.
  • Trump disse ter adiado ataques após conversas consideradas “boas e produtivas” nos últimos dois dias, com prazo de cinco dias para as ações, terminando às 20h44 de 23 de março.
  • O estreito de Ormuz, vital para o comércio global de petróleo, foi citado como alvo de possível fechamento indefinido caso EUA bombardeiem infraestrutura iraniana.
  • O Irã também ameaça atacar usinas de energia, infraestrutura energética e redes de tecnologia e comunicações em Israel, além de responder com ações contra bases norte-americanas na região.
  • Estima-se que cerca de cento milhões de pessoas em países do Golfo dependem de dessalinização para suprir água potável, o que ampliaria impactos de qualquer escalada.

O Irã negou que haja negociações em curso com os EUA no momento. A afirmação foi veiculada pela agência estatal Fars, citando um oficial de segurança não identificado, em 23 de março de 2026. Segundo a Fars, Trump recuou diante das ameaças de ataque iraniano a infraestruturas no Golfo.

Trump havia dito, na mesma data, que passaram-se conversas “muito boas e produtivas” sobre uma resolução das hostilidades no Oriente Médio durante os dois dias anteriores. Em publicação na Truth Social, o presidente afirmou ter instruído o Department of War a adiar ataques a usinas de energia iranianas por cinco dias, condicionado ao andamento das negociações.

O ultimato de Trump terminaria às 20h44 de 23 de março. A fala sobre adiamento ocorreu em um momento de tensão após ataques atribuídos aos EUA e a Israel contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro de 2026, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, segundo relatos de ataque.

O estreito de Ormuz, passagem-chave para cerca de um quarto da produção global de petróleo, figou como ponto central da escalada. Em resposta aos ataques, o Irã havia mencionado medidas de retaliação, incluindo fechamento definitivo de Ormuz se houver bombardeio a infraestrutura iraniana.

Medidas anunciadas pela Guarda Revolucionária, por meio de porta-voz, incluíram o fechamento de Ormuz, ataques a usinas e redes de energia, bem como a destruição de empresas com acionistas norte-americanos e ações contra instalações energéticas em países com bases dos EUA.

O presidente do Parlamento iraniano afirmou que a infraestrutura energética e petrolífera do Oriente Médio pode passar a ser vista como alvo legítimo em caso de novos ataques às instalações iranianas. A retórica estendeu-se também a plantas de dessalinização, com impacto potencial sobre a água potável de vários países da região.

A dependência de dessalinização é alta em Kuwait, Omã, Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar e Emirados Árabes Unidos, somando centenas de milhões de pessoas atendidas por essas plantas. Houve relatos de ataques limitados a unidades de dessalinização no Irã e no Bahrein, além de interrupções locais em Qeshm.

O anúncio da ofensiva iraniana ganhou nova dimensão com o lançamento de mísseis de longo alcance, segundo avaliações de autoridades israelenses, ampliando o raio de potencial ataque para partes da Europa, Ásia e África. Entre as capitais citadas estavam Londres, Paris, Roma, Madri e Berlim.

Além disso, Trump reiterou a defesa de aliados regionais como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, destacando a necessidade de proteger a navegação no estreito. A posição foi apresentada como prioridade estratégica para garantir a segurança de rotas comerciais.

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