- O julgamento da tragédia de Tempi, que deixou 57 mortos, foi aberto em Larissa e adjournado para 1 de abril por tumulto na audiência e por condições do recinto.
- A sala remodelada de aula universitária, com capacidade para mais de 460 pessoas, foi alvo de queixas de ser insuficiente e pode ter violado normas de segurança.
- São 36 réus e mais de 350 testemunhas devem depor ao longo do processo, que ocorre a cerca de 30 quilômetros de Tempi, na Grécia central.
- Familiares e sobreviventes relataram estar “apertados”, com vaias do público e pessoas ocupando lugares dos acusados.
- O conjunto de réus inclui despachantes, funcionários da operadora ferroviária e executivos italianos; a promotoria europeia disse que a colisão poderia ter sido evitada com modernização de sinalização financiada pela União Europeia.
Hundreds de pessoas compareceram ao início do julgamento sobre a tragédia ferroviária de Tempi, ocorrida em 2023, que deixou 57 mortos. O processo foi suspenso para 1º de abril por motivos de organização e segurança no tribunal.
A audiência ocorreu em Larissa, na Mitridangou, em uma sala remodelada de auditório universitário. A defesa e familiares reclamaram da lotação e de falhas de segurança, alegando que o ambiente era inadequado para o volume de espectadores.
O tribunal adiou após a imprensa e advogados relatarem tumulto e condições desconfortáveis. O juiz responsável informou que a suspensão ocorreu para evitar danos à integridade física de envolvidos e espectadores.
O que está em jogo
Ao todo, 36 pessoas respondem a acusações, com mais de 350 testemunhas previstas. O processo envolve o mestre de estação de serviço na noite do acidente, outros funcionários da ferrovia e dois ex-funcionários italianos da controladora Ferrovie dello Stato, entre outros.
Entre os réus, há dirigentes da operadora de rede ferroviária, OSE, e dois altos funcionários do ministério dos Transportes. Além disso, dois executivos italianos da subsidiária Hellenic Train também são citados no caso.
Contexto e desdobramentos
O acidente ocorreu a aproximadamente 30 quilômetros do local da batida entre um frete e um trem de passageiros, em uma via onde não houve acionamento de alarmes por mais de 10 minutos. A investigação também apontou falhas no sistema de sinalização.
Famílias das vítimas e sobreviventes ocuparam parte do espaço reservado, com relatos de sofrimento e de danos ao planejamento de ações de busca. A audiência não teve participação de autoridades políticas no banco dos réus.
Repercussão e próximos passos
O Ministério Público Europeu afirma que melhorias no sinalizador, financiadas pela União Europeia, poderiam ter evitado o choque. Trabalhadores do setor realizaram uma greve de 24 horas como protesto e lembrança do acidente.
O caso pode se estender por anos, com uma extensa linha de testemunhos e etapas processuais. Não houve confirmação de medidas adicionais contra autoridades específicas neste momento.
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