- O ultimato de Donald Trump ao Irã para reabrir o estreito de Ormuz vence às 20h44 desta segunda-feira, 23 de março de 2026, caso Teerã não permita a passagem.
- Trump ameaçou atacar e destruir usinas de energia do Irã se a passagem não for liberada em 48 horas; Teerã afirmou que fechará o estreito se houver bombardeio.
- O estreito é crucial para o comércio global de petróleo, respondendo por cerca de um quarto da produção mundial.
- Nos mercados, bolsas asiáticas caíram e o preço do Brent chegou a US$ 109,17 por barril; o governo dos EUA suspendeu temporariamente sanções ao petróleo iraniano para conter preços.
- O Irã anunciou medidas de retaliação, incluindo fechamento completo de Ormuz, ataques a usinas de energia e infraestrutura na região, e lançou míssil de longo alcance capaz de atingir parte da Europa.
O ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã para a reabertura total do estreito de Ormuz vence às 20h44 desta segunda-feira (23 mar 2026). A demanda foi anunciada após ataques que atingiram o Irã e abriram a possibilidade de ações militares. Trump já havia sinalizado ameaça de ataque caso a passagem não fosse liberada em 48 horas.
O estreito de Ormuz é estratégico para o comércio global de petróleo, recebendo cerca de um quarto da produção mundial. A tensão aumentou após ataques norte-americanos e israelenses ao Irã, que deixaram o aiatolá Ali Khamenei morto em 28 de fevereiro de 2026.
Trump revelou, via Truth Social, que manteria a pressão até a liberação do estreito. O governo prometeu medidas para conter preços do petróleo, sinalizando suspensão temporária de sanções ao petróleo iraniano, válidas apenas para cargas já em trânsito, segundo o Tesouro.
Em resposta, o Irã avisou que fechará o estreito caso os EUA intensifiquem ataques contra sua infraestrutura energética. Autoridades iranianas detalharam medidas de retaliação caso haja bombardeio, incluindo o fechamento total de Ormuz e ataques a alvos de energia e telecomunicações na região.
Reação regional e impactos
A Guarda Revolucionária advertiu que responderá com ações que atingirão infraestrutura energética, redes de energia e de comunicações no Oriente Médio, além de instalações com participação norte-americana. Parlamentares iranianos também consideraram alvos as infraestruturas críticas da região.
O conflito elevou a tensão nos mercados. O preço do petróleo teve alta, e bolsas asiáticas registraram quedas expressivas, com o Nikkei, Topix e índices chineses em baixa. Investidores monitoram o desdobramento entre EUA e Irã e o possível efeito sobre a oferta global.
Contexto estratégico
Especialistas destacam que o estreito de Ormuz é vital para o suprimento energético mundial. A escalada ocorre em meio a ataques recentes contra instalações de dessalinização e infraestrutura energética em várias partes do Golfo, aumentando o risco humanitário para milhões de pessoas dependentes de água e energia.
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