- A Arábia Saudita quer o fim da guerra com o Irã, com as capacidades de mísseis de Teerã reduzidas “o máximo possível”, segundo um oficial regional à CNN, sem prejudicar a infraestrutura civil iraniana.
- O oficial afirma que Riad deseja uma vizinhança pacífica e não pode ter um vizinho agressivo nem uma população em miséria.
- Os Estados Unidos ainda não definiram objetivos imediatos, mas buscam limitar o programa de armas nucleares do Irã e restringir o de mísseis balísticos, além de dissuadir futuros líderes iranianos.
- O Irã busca mudar o status regional, manter sua sobrevivência, controlar o Estreito de Ormuz, obter reparações de guerra e ver o levantamento de sanções.
- Países árabes do Golfo veem o Irã como a maior ameaça de longo prazo à segurança, defendem garantias de segurança para fechar o conflito, enquanto Omã critica a guerra iniciada por Israel e pelos EUA.
A Arábia Saudita quer que a guerra com o Irã termine com as capacidades de mísseis de cruzeiro e balísticos de Teerã drasticamente reduzidas, segundo um oficial regional a quem a CNN teve acesso. Ele afirmou que o reino prefere não danificar a infraestrutura civil do Irã. A ideia é buscar vizinhança estável sem deixar a população em sofrimento.
Segundo a fonte, o objetivo saudita é acabar com o conflito mantendo a segurança regional, evitando uma escalada que afete civis. O oficial ressaltou a importância de evitar prejuízos para áreas civis e infraestrutura crítica, mantendo a Paz como prioridade.
Visões divergentes sobre o que está em jogo
Os EUA ainda não estabeleceram metas claras para a guerra, mas buscam limitar o programa de armas nucleares do Irã e restringir o avanço de mísseis balísticos, além de demonstrar capacidade militar para dissuadir futuras provocações. A estratégia passa por garantias de não desenvolvimento nuclear.
O Irã, por sua vez, procura mudar o status quo regional e preservar sua sobrevivência, tentando manter o Estreito de Ormuz sob controle e buscar a suspensão de sanções, com danos econômicos para sinalizar o custo de um confronto prolongado.
Israel mira a contenção do Irã e a neutralização de ameaças ao seu território, com foco em reduzir capacidades de grupos apoiados pelo Irã. O país vê a guerra como parte de um processo que começou após o ataque de 7 de outubro de 2023.
Impactos regionais e percepções
Para o bloco de monarquias do Golfo, o Irã é visto como a maior ameaça de longo prazo, o que reforça a vontade de garantir garantias de segurança. Riscos de ataque permanecem altos para cidades da região, elevando a desconfiança entre estados vizinhos.
Países como Omã manifestaram desapontamento com a forma como EUA e Israel têm conduzido o conflito, destacando diferenças de percepção sobre a condução da guerra e seus efeitos na estabilidade regional. A maioria dos estados do Golfo busca equilíbrio entre cooperação econômica e segurança.
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