- No domingo, 22 de março, centenas de manifestantes saíram às ruas de Damasco para protestar contra decreto governamental que restringe a venda e o consumo de álcool.
- O decreto proíbe bebidas alcoólicas na capital, exceto em áreas cristãs selecionadas, e o governo afirma que a medida busca eliminar violações de moral pública.
- As manifestações ocorreram no bairro cristão de Bab Touma, com forte presença de forças de segurança e reivindicações por liberdades individuais.
- Bares têm três meses para se adequar à ordem, e críticos alertam que a medida pode aumentar tensões religiosas.
- O governo já havia indicado mudanças, e autoridades divulgaram nota dizendo que hotéis ficam isentos e que a decisão não viola liberdades dos cidadãos.
No domingo (22 de março), centenas de manifestantes ocuparam as ruas de Damasco para protestar contra um decreto governamental que restringe a venda e o consumo de álcool. A cidade recebeu mobilização de diversas comunidades religiosas diante da decisão.
A decisão, anunciada na semana passada, impede a venda de bebidas alcoólicas em todo o território da capital, exceto em áreas predominantemente cristãs. O governo afirma que a medida visa eliminar práticas consideradas contrárias à morals públicas.
O protesto ocorreu no bairro cristão de Bab Touma, sob forte presença de forças de segurança. Os manifestantes defenderam liberdades individuais e direitos das minorias religiosas, afirmando que a norma restringe liberdades civis.
O decreto concede um prazo de três meses para os comerciantes se adequarem. A medida faz parte de pressões de setores conservadores que influenciam o governo interino, liderado pelo presidente Ahmed al-Sharaa.
Desde a derrota de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, operada por facções lideradas por al-Sharaa, autoridades têm enfrentado críticas de setores moderados e de alguns comerciantes, que apontam impactos econômicos e sociais.
Conflitos religiosos e tensões sectárias permanecem no país, com ataques passados envolvendo grupos pró-governo contra comunidades alavitas e druzas. As preocupações sobre a medida aumentam diante da focalização de áreas específicas.
Resposta oficial aponta que a regulação de bebidas alcoólicas é comum em muitos países e não atinge liberdades individuais, segundo nota divulgada pelas autoridades. O texto também afirma que hotéis ficarão isentos das restrições.
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