- O Chile anunciou a retirada do patrocínio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU.
- A decisão encerra o apoio conjunto com Lula e Claudia Sheinbaum, iniciado durante o governo de Gabriel Boric.
- A justificativa foi a dispersão de candidaturas de países da América Latina e divergências com atores-chave do processo eleitoral.
- Caso Bachelet mantenha a postulação, o Chile adotará posição neutra na eleição.
- A atual secretária-geral é António Guterres; a mudança de posição do governo chileno ocorreu após a posse de José Antônio Kast.
O Ministério das Relações Exteriores do Chile anunciou na terça-feira, 24 de março de 2026, a retirada do apoio à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU. A postulação vinha recebendo impulso conjunto do Brasil, com Lula, e do México, com Claudia Sheinbaum, além do respaldo chileno.
O governo chileno informou que deixará de patrocinar a candidatura e que as embaixadas no exterior deixarão de promover a postulação. A medida é explicada pela dispersão de candidaturas de países da América Latina e por divergências com atores relevantes no processo.
O cargo é ocupado hoje por António Guterres. Caso Bachelet decida seguir adiante, o Chile afirmou que adotará posição neutra na eleição, respeitando a trajetória da ex-presidente.
Motivo da mudança
A decisão coincide com a troca de governo no Chile, de Gabriel Boric para José Antonio Kast. A mudança ocorreu em 11 de março, quando Kast assumiu a presidência, alterando a linha de atuação do país no cenário internacional.
A comunicação oficial aponta ainda que as diferenças com alguns atores-chave do processo eleitoral tornam improvável o sucesso da postulação, justificando o fim do patrocínio conjunto.
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