- O chanceler chinês Wang Yi conversou por telefone com o ministro iraniano Seyed Abbas Araghchi, a pedido de Teerã, em 24 de março de 2026, segundo o Ministério das Relações Exteriores da China.
- Wang Yi afirmou que todas as partes devem aproveitar janelas de oportunidade para a paz e iniciar negociações o mais rápido possível, defendendo diálogo em vez de força.
- Araghchi agradeceu a assistência humanitária enviada pela China e disse que o Irã busca um cessar-fogo abrangente, não apenas temporário, mantendo a soberania.
- O ministro iraniano afirmou que o estreito de Ormuz continua aberto à navegação internacional, com restrições a países diretamente envolvidos no conflito.
- Ele pediu que a China permaneça atuando de forma ativa na mediação para encerrar as hostilidades e contribuir para o arrefecimento das tensões.
Nesta terça-feira, 24 de março de 2026, o Ministério das Relações Exteriores da China informou que o chanceler Wang Yi telefonou ao ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Seyed Abbas Araghchi, a pedido de Teerã. A conversa tratou de cessar-fogo, navegação no estreito de Ormuz e o papel da China na mediação regional.
Wang Yi afirmou que todas as partes devem aproveitar janelas de oportunidade para a paz e iniciar negociações o mais rapidamente possível. Segundo o chanceler, as disputas devem ser resolvidas pelo diálogo e pela negociação, não pela força, e a China manterá uma posição objetiva e justa.
Araghchi agradeceu a assistência humanitária chinesa e ressaltou a busca por um cessar-fogo abrangente, não apenas temporário. O ministro iraniano mencionou que o estreito de Ormuz continua aberto à navegação internacional, com restrições a países diretamente envolvidos no conflito, e pediu contribuição internacional para reduzir tensões.
O chanceler iraniano também enfatizou a importância de a China manter atuação ativa na mediação e na promoção de negociações para encerrar as hostilidades. A posição de Pequim, segundo ele, ajuda a preservação da soberania e da estabilidade regional.
Conflito no Estreito de Ormuz
A situação no estreito de Ormuz tem impacto relevante na economia global desde o fim de fevereiro, com o bloqueio iraniano após ataques dos EUA e de Israel. O preço do petróleo chegou a superar US$ 100 o barril, e infraestruturas de energia na região foram alvo de ações que ameaçam o abastecimento de gás.
Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, utilizou redes sociais para anunciar uma pressão sobre o Irã, o que elevou as tensões. Em resposta, o Irã sinalizou a possibilidade de fechar o estreito de Ormuz de forma indefinida caso ataques avancem, com o fluxo de tráfego restrito a navios hostis apenas.
Ameaças e medidas têm elevadas custos para a região, com impactos que devem se estender por anos. Seguradoras já aumentaram significativamente o custo de apólices para navios que transitam pelo canal, diante do risco de ataques.
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