- A família de Marine Vlahovic nega que Israel tenha sido responsável pela morte da jornalista francesa, ocorrida em Marselha em novembro de 2024, e rejeita boatos de censura.
- Posts nas redes sociais alegam que Israel, incluindo o Mossad, estaria por trás da morte para silenciar reportagens sobre Gaza, sem evidências apresentadas.
- A família afirma que a autópsia não mostrou traços traumáticos compatíveis com violência e que imagens de CCTV indicam que não houve entrada ou saída de terceiros no edifício.
- A promotoria de Marselha informou que não houve participação de terceiros, embora testes toxicológicos ainda estivessem em andamento.
- Marine vinha discutindo questões sobre a crise em Gaza e havia ido a Cairo; segundo o pai, não havia escolha de documentário específico na Faixa de Gaza.
Marine Vlahovic, jornalista francesa encontrada morta em Marseille no fim de 2024, teve a morte alvo de desinformação online que a atribui a Israel. A família afirma que as acusações não têm fundamento e pedem que não haja leitura politizada do caso.
O pai da jornalista, Jean-Yves Vlahovic, disse à Euronews que deseja esclarecer boatos que estariam sustentados por nada. Ele aponta que as especulações associam o falecimento a uma suposta censura de Israel em relação à cobertura de Gaza.
Segundo a família, o exame post mortem não revelou traumas compatíveis com violência. A polícia judicial de Marseille e o Ministério Público também indicaram que não houve entrada ou saída de pessoas não autorizadas no prédio antes da morte.
Investigação e desmentidos
Os relatos de redes sociais que acusam Israel chegaram a milhares de visualizações, com menções ao Mossad em algumas publicações. Contudo, a Procuradoria de Marseille informou que houve exclusão de envolvimento de terceiros, e que os testes toxicológicos estavam em andamento na época.
A família confirmou à Euronews que teve acesso ao laudo de autópsia, que reforçou a ausência de lesões traumáticas associadas à violência. Detalhes adicionais do relatório não foram divulgados pela família.
Marine Vlahovic era destaque por podcasts documentais e atuava como correspondente, com relatos ligados à região de Ramallah, na Cisjordânia. Ela já havia manifestado cansaço com a cobertura do conflito e com a forma como certos veículos tratavam a notícia.
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