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Frota chinesa de mineração em alto-mar pode rastrear submarinos dos EUA

Frota de pesquisa oceânica chinesa, ligada à Marinha, gasta pouca tempo em áreas de mineração designadas e pode ter finalidade militar

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  • Oito navios estatais chineses usados para pesquisa de mineração em profundidade no âmbito da Autoridade Internacional dos Grandes Back Seas (ISA) passaram apenas cerca de 6% do tempo em áreas designadas para mineração, distribuindo-se principalmente por águas militares estratégicas.
  • Muitos dos navios têm vínculos com a Marinha do Japão (nota: corrigir: com a Marinha chinesa, também chamados de Força Naval do Exército de Libertação Popular) e costumam atracar em portos com ligação militar, visitar zonas econômicas exclusivas de outros países e às vezes ficar sem transmissão de sinal de identificação (AIS).
  • Embora isso não prove uso militar, sugere potencial de utilidade dual, com possível função científica e estratégica. Especialistas citados indicam interesse em coletar informações militares, como localização de cabos de telecomunicações e rastreamento de submarinos.
  • A China busca ser líder em mineração de fundo do mar, enquanto os EUA aceleram esforços para acessar áreas do leito oceânico e conter o domínio chinês, com a Cook Islands destacando-se como um polo de competição.
  • Críticos alertam que a mineração em profundidade pode causar danos irreversíveis aos ecossistemas marinhos, cenário que pode ficar em segundo plano na disputa geopolítica entre China e EUA.

A investigação conjunta da Mongabay e da CNN aponta que oito navios estatais chineses, usados em pesquisas de mineração em alto mar, gastam pouco tempo nas áreas de exploração autorizadas pela ISA. O restante do tempo é despendido em águas estrategicamente sensíveis.

Os barcos, ligados a entidades vinculadas ao Exército Popular de Libertação, costumam aportar em portos com ligações militares, já violaram zonas econômicas exclusivas de outros países e desligaram seus sistemas AIS. Não há comprovação de que operem apenas com fins militares, mas há indícios de uso dual.

Em 2025, o Xiang Yang Hong 01, uma embarcação científica de cor branca, percorreu o noroeste do Pacífico em busca de nódulos polimetálicos no leito marinho, na região onde a mineração pode ocorrer futuramente. A embarcação já realizou várias expedições desde 2016.

Ao longo dos últimos cinco anos, o Xiang Yang Hong 01 passou mais tempo fora das áreas designadas para exploração de mineração do que nelas, e registrou episódios de operação com o AIS desativado em regiões de interesse estratégico, segundo a Starboard Maritime Intelligence.

Este padrão sugere que as embarcações podem cumprir funções de coleta de inteligência militar, além de pesquisas científicas. Especialistas citados na reportagem apontam que o objetivo pode incluir mapear o fundo do mar para localizar submarinos ou cabos de comunicação.

China e Estados Unidos disputam posição no avanço da mineração no fundo do oceano, com Pequim buscando consolidar liderança e Washington acelerando planos de acesso às áreas abissais e a diversificação de cadeias de minerais críticos. Os EUA preparam fundo de US$ 12 bilhões para apoiar mineração profunda.

A China mantém cinco dos 31 contratos de exploração concedidos pela ISA e é o maior financiador financeiro da ISA. A agência afirmou que o montante de contribuição não determina o número de contratos assinados ou patrocinados por um país.

Críticos alertam que a mineração em alto mar pode causar danos irreversíveis aos ecossistemas marinhos, enquanto lutam pela sustentabilidade ambiental. Organizações e especialistas não descartam impactos sobre a biodiversidade em áreas de exploração.

No plano internacional, a competição também envolve o arquipélago de Cook, onde a pressão entre EUA e China tem ganhado destaques. Analistas ressaltam que a falta de conhecimento sobre a vida marinha profunda aumenta as incertezas sobre os impactos ecológicos.

Fontes: investigações da Mongabay e da CNN, com apoio do Ocean Reporting Network do Pulitzer Center. As entidades buscaram confirmar informações com órgãos oficiais de Pequim, sem retorno até o momento.

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