- Categorias de green card por trabalho, como EB-2 NIW e parte do EB-3, estão “current” (sem fila) no momento, com redistribuição das vagas.
- A mudança não significa sistema mais rápido, e sim oferta concentrada em um único canal devido restrições de processamento consular em vários países, incluindo o Brasil.
- Quem já está nos Estados Unidos tende a se beneficiar mais, pois o ajuste de status ganha espaço para obtenção da residência permanente.
- Profissionais altamente qualificados e empreendedores são os principais perfis favorecidos, com vistos em poucos meses e opção de solicitar o green card sem sair do país.
- Especialistas recomendam estratégia: entrar legalmente nos EUA primeiro e, depois, solicitar o green card por ajuste de status, pois o cenário pode mudar se o processamento consular aumentar novamente.
O sistema de green cards por trabalho nos Estados Unidos vive um momento incomum: categorias históricas como EB-2 NIW e parte do EB-3 estão “current”, ou seja, sem fila. Brasileiros aparecem entre as nacionalidades com maior número de aprovações por mérito, nos últimos anos, segundo especialistas.
A mudança não decorre de maior eficiência, e sim da redistribuição de vistos. A cota anual de cerca de 140 mil green cards por trabalho precisa ser usada todo o ano fiscal, independentemente do canal de processamento. O efeito prático é maior concentração no ajuste de status.
Tradicionalmente, as vias são: processamento consular para candidatos fora dos EUA e ajuste de status para quem já está no país. Restrições recentes reduziram o processamento consular em vários países, incluindo o Brasil, deixando vagas ociosas no exterior.
Com isso, a emissão de green cards passou a se concentrar em candidatos já presentes nos EUA. O movimento abriu categorias no Visa Bulletin e ampliou o acesso por meio do ajuste de status para quem já detém vistos temporários como O-1, E-2, L-1 e H-1B.
A visão da prática
A Jumpstart, empresa de imigração, atua para estruturar estratégias que permitam entrada legal nos EUA pelos vistos mencionados, com a possibilidade de, depois, solicitar o green card sem sair do país. O CEO Fabiano Rocha aponta que o quadro é de reorganização de canal, não de rapidez.
Perfil mais beneficiado são profissionais altamente qualificados e empreendedores, que conseguem vias de entrada mais rápidas. Em muitos casos, o visto chega em meses e, ainda no território americano, abre-se a chance de residência permanente.
Impacto para quem está no Brasil
Quem depende de processamento consular, como famílias que visam reunião, tende a enfrentar mais dificuldades. Essas categorias já tinham filas maiores, e a redução das operações consulares agrava o cenário. A expectativa é de que o ajuste de status se torne a opção predominante.
Especialistas indicam uma mudança de estratégia: em vez de iniciar o processo no Brasil, recomenda-se buscar presença legal nos EUA e, a partir daí, solicitar o green card pelo ajuste de status. A janela atual é (potencialmente) temporária.
Perspectiva e cautela
A oportunidade existe, mas pode não durar. Qualquer retorno do processamento consular ou aumento da demanda pode reequilibrar o sistema e reverter as filas. Por ora, a configuração atual acelera a residência permanente para alguns brasileiros.
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