- Emmanuel Macron abriu em Paris a exposição “Byblos: The Millennial City of Lebanon” no Institut du Monde Arabe, apresentando mais de sete mil anos de história da cidade libanesa.
- A mostra reúne quase quatrocentos artefatos, desde ferramentas pré-históricas até joias da Idade do Bronze, conectando Byblos ao passado e à identidade do Líbano.
- A inauguração ocorre durante a ofensiva israelense no Líbano, com mais de mil mortos e até um milhão de desalojados, além de danos à infraestrutura civil.
- Macron reforçou que o evento vai além da arqueologia, defendendo o universalismo e a soberania libanesa ante o conflito em curso.
- A exposição fica aberta até 23 de agosto de 2026, fruto da cooperação entre França e Líbano para preservar o patrimônio sob risco de destruição.
Em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron abriu uma exposição que celebra a cidade antiga de Byblos, no Líbano, enquanto o conflito israelense na região segue fomentando devastação humanitária. A mostra, no Institut du Monde Arabe, reúne 400 artefatos e relembra mais de 7 mil anos de história.
O evento contou com a presença do ministro da Cultura do Líbano, Ghassan Salamé, e de representantes franceses. A abertura ocorreu em meio a ataques aéreos e incursões terrestres em território libanês, ampliando o contexto político da exibição.
A exposição, intitulada Byblos: The Millennial City of Lebanon, traça a trajetória de Byblos, hoje reconhecida como um dos mais antigos portos do mundo. A mostra aborda desde ferramentas pré-históricas até joias da Idade do Bronze.
Originalmente prevista para 2024, a mostra enfrentou atrasos devido ao transporte de artefatos diante do conflito. Partes significativas do acervo ficaram na região por razões de segurança, elevando custos de seguro e logística.
Algumas peças de grande valor, como um obelisco do terceiro milênio a.C., permaneceram no Líbano. Vitrines parcialmente vazias evidenciam as ausências por condições de risco, segundo o comissário Tania Zaven.
O projeto é apresentado como resistência cultural, segundo a curadoria. A presidente do instituto, Anne-Claire Legendre, destacou a importância de preservar a memória milenar de Byblos mesmo em contextos adversos.
A relação entre França e Líbano dá ao evento um significado além do cultural. Histórica cooperação arqueológica entre ambos moldou a apresentação em Paris, com participação de ministérios de Cultura.
Macron afirmou que a abertura simboliza respeito e amizade, associando a arqueologia à defesa da soberania libanesa. Salamé reforçou a parceria entre França e Líbano e pediu apoio à proteção do patrimônio.
O circuito histórico destaca que o Byblos, na costa do Mediterrâneo, influenciou interações entre Egito, Mesopotâmia e o mundo helênico, além de contribuir para a identidade cultural do Líbano.
A mostra permanece aberta até 23 de agosto de 2026, no Arab World Institute, envolvendo o público em uma linha do tempo que liga passado e presente do Líbano.
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