- O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, manteve o veto ao auxílio à Ucrânia, alegando disputa energética durante reunião da UE em Bruxelas e envolvendo a acusação de Chantagem sobre o oleoduto Druzhba.
- Szijjártó viajou a Moscou para discutir Ucrânia e energia, reunindo-se com o chanceler russo Sergei Lavrov e criticando planos de diversificação energética da União Europeia como “loucos”.
- A União Europeia fez uma reprimenda ao ministro húngaro pela participação dele em conferência energética em Moscou.
- O governo da Hungria continua a bloquear a liberação de cinquenta milhões de euros de uma tranche de mil milhões de euros da Iniciativa de Paz Europeia (European Peace Facility) destinada à Ucrânia.
- Szijjártó também pediu a retirada do OTP Bank da lista de financiadores internacionais da guerra, destacando pressão sobre a Ucrânia em temas energéticos.
Pelo menos três acontecimentos ligados a Péter Szijjártó, ministro de Relações Exteriores da Hungria, concentraram atenções na agenda europeia. Em Bruxelas, durante reunião de ministros de Relações Exteriores da UE, ele manteve o veto a ajuda militar à Ucrânia devido a uma disputa energética, enquanto enfrentava perguntas de jornalistas ucranianos sobre o assunto. A conversa ocorreu após Budapeste acusar Kyiv de chantagem relacionada ao oleoduto Druzhba.
Em paralelo, Szijjártó realizou visitas a Moscou para tratar de Ucrânia e energia, em uma agenda que já soma várias visitas ao território russo desde o início da invasão. Em Bruxelas, o ministro também criticou planos de diversificação energética da UE, chamando-os de desorientadores. A reunião ocorreu em meio a cobranças de países europeus pela continuação de apoio a Kiev.
A ação húngara provocou reações na UE: o bloco já havia sido informado de que a Hungria bloquearia um novo lote de 500 milhões de euros em assistência militar a Ucrânia, parte do Fundo Europeu de Paz. Além disso, Szijjártó pediu que Moscou exercesse pressão sobre Kyiv e que a OTP Bank fosse retirada da lista de financiadores internacionais de guerra, segundo declarações veiculadas pela imprensa e serviços diplomáticos.
Entre na conversa da comunidade