- Em 2019, a Lituânia pediu a exclusão da delegação húngara de uma reunião da OTAN, temendo que informações classificadas chegassem a Moscou.
- O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que o ministro das Relações Exteriores da Hungria informou sistematicamente Moscou sobre o que era discutido em reuniões da UE.
- Tusk disse ter feito alertas sobre possíveis comunicações de Orbán a Moscou antes das confirmações das revelações, citando uma fala de 22 de março.
- O ex-ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Gabrielius Landsbergis, disse ter evitado, em 2023, incluir representantes húngaros em conversas sobre temas sensíveis na cimeira da OTAN em Vilnius.
- A Hungria e Moscou não comentaram; o primeiro-ministro húngo, Viktor Orbán, pediu uma investigação, alegando que seu ministro foi grampeado.
O primeiro-ministro polonês Donald Tusk afirmou que a Lituânia pediu, em 2019, a exclusão de uma delegação húngara de uma reunião da OTAN, com o receio de que Varsóvia enviasse informações classificadas a Moscou. A acusação envolve Hungria, Lituânia e Rússia, com o pano de fundo de vazamentos sobre reuniões da UE.
Tusk disse que o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, confirmou ter informado sistematicamente Moscou sobre o que líderes da UE discutiam a portas fechadas. Ele descreveu a situação como uma vergonha.
O premiê polonês também sinalizou que alertas recebidos por ele já estavam em curso desde março, antes de as informações vazar, e citou contatos regulares entre autoridades húngaras e a Rússia. A notícia ganha contornos após um relatório do Washington Post.
Repercussões e desdobramentos
Antes da reunião de ministros, Tusk mencionou que a Lituânia já havia pedido a exclusão da delegação húngara, temendo a passagem de dados confidenciais. Diversas fontes vinham levantando objeções contra a Hungria ao longo do tempo.
O ex-ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Gabrielius Landsbergis, afirmou, em entrevista à emissora nacional, que, na preparação para a cúpula da OTAN de 2023, houve cuidado para não incluir representantes húngaros em temas sensíveis.
Por outro lado, Vytautas Landsbergis, em memória, disse à Reuters que não recorda esse pedido específico de exclusão, contestando a linha de Tusk. Moscou não respondeu oficialmente ao assunto, e o governo húngaro anunciou apuração interna.
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