- A Comissão Europeia aprovou os planos SAFE da França (€2 bilhões) e da República Tcheca (€15 bilhões); Hungria continua sem aprovação.
- O programa de financiamento com juros baixos, lançado para fortalecer defesa, teve até agora 19 países aptos; Hungria é o único ainda pendente, com seu plano de €17,4 bilhões.
- Budapest enviou carta solicitando atualização sobre a avaliação do seu plano, mas não houve decisão final até o momento.
- As tensões entre Hungria e a União Europeia aumentam, com Viktor Orbán bloqueando o pacote de € 90 bilhões para a Ucrânia, ainda que tenha apoiado em nível formal.
- Alegações do Washington Post sobre o ministro das Relações Exteriores foram apresentadas como gravemente preocupantes pela Comissão, que pediu esclarecimentos; a eleição geral está marcada para 12 de abril e o tema de fundos da UE é central.
A Hungria é o único país da União Europeia a aguardar a aprovação da Comissão Europeia para um amplo plano de gastos com defesa financiado por recursos da UE. A decisão ainda não ocorreu, mesmo após a aprovação de França e da República Tcheca, os dois últimos planos pendentes do programa SAFE.
A Comissão informou nesta quarta-feira que aprovou as solicitações de França, com acesso a 2 bilhões de euros, e da República Tcheca, com 15 bilhões de euros, assim que os acordos de empréstimo forem assinados. Os pagamentos iniciais devem ocorrer em abril.
Havendo o avanço dos planos francês e tcheco, a Hungria continua como a única membro que depende de aprovação para o seu plano SAFE, estimado em 17,4 bilhões de euros. Informações com conhecimento direto indicam que a avaliação do plano húngaro permanece em andamento e ainda não está pronta para aprovação.
A Hungria encaminhou uma carta formal à Comissão solicitando uma atualização sobre o status da revisão neste mês, segundo fontes. Budapeste tem enfrentado disputas com Bruxelas sobre questões de fundos e governança.
Relações entre a Hungria e a UE têm se deteriorado, especialmente após reportagens do The Washington Post sobre suposta troca de informações com autoridades russas por parte de um ministro húngaro em reuniões da UE. A Comissão classificou as alegações como preocupantes e pediu esclarecimentos rápidos.
O chanceler Péter Szijjártó informou que mantém contato regular com parceiros internacionais, incluindo EUA, Rússia, Sérvia, Israel e Turquia, antes e depois de reuniões da UE. Esse posicionamento ocorre em um momento de tensões na política externa húngara.
A Hungria enfrenta eleição geral crucial em 12 de abril, com o primeiro-ministro Viktor Orbán desafiado por Péter Magyar, líder do partido Tisza. Entre as promessas de Magyar está desbloquear fundos da UE, parte de um pacote maior que permanece parcialmente suspenso.
A maior parte dos recursos da UE destinados à Hungria, cerca de 17 bilhões de euros dos 27 bilhões aprovados, continua congelada devido a alegações de corrupção e questões de Estado de direito, mantendo o país sob escrutínio político e jurídico.
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