- O impacto da guerra no Irã sobre civis é descrito como “profundo” e representa um grande desafio humanitário, segundo Barham Salih, chefe da Agência da ONU para Refugiados, em entrevista ao Europe Today.
- A ONU estima que entre 600 mil e 1 milhão de domicílios no Irã foram afetados, e mais de 1 milhão de pessoas estão deslocadas no Líbano.
- O Líbano tem o maior número de refugiados per capita do mundo, recebendo cerca de 1,3 milhão de sírios e comunidades menores de iraquianos, sudaneses e outros; cerca de 130 mil retornaram à Síria.
- O deslocamento, segundo Salih, ocorre principalmente entre países, não havendo grandes movimentos transfronteiriços; há apelo por uma paz duradoura na região.
- Há expectativa de que o Paquistão facilite negociações de paz entre Irã e Estados Unidos; Israel planeja assumir parte do sul do Líbano até o rio Litani para estabelecer uma zona-tampão contra o Hezbollah.
O impacto da guerra envolvendo o Irã sobre civis é considerado profundo pela agência da ONU para refugiados (UNHCR). Barham Salih, chefe da organização, afirmou que a crise humanitária é grave e que a região enfrenta um desafio humanitário significativo.
Salih explicou que milhões estão direta ou indiretamente afetados. Estima-se que entre 600 mil e 1 milhão de domicílios no Irã já sejam impactados, enquanto mais de um milhão de pessoas estão deslocadas no Líbano. A construção de paz é apresentada como necessidade emergente.
Segundo o representante, o deslocamento é majoritariamente entre países, com movimentos transfronteiriços ainda limitados. Dados da UNHCR apontam para cerca de 1,3 milhão de refugiados sírios no Líbano, além de grupos de iraquianos, sudaneses e outras nacionalidades; apenas parte retornou à Síria, sob condições adversas.
Deslocamento e refugiados
A região permanece sob tensão, com o Líbano abrigando altos índices de refugiados per capita devido à presença de refugiados sírios. Salih ressaltou que as migrações não são voluntárias e sim forçadas por circunstâncias de conflito.
A crise também envolve o risco de escalada, com a maior parte dos deslocamentos ocorrendo dentro da região. O repórter destaca que a ONU não registra movimentos significativos entre fronteiras no momento.
Diplomacia e caminhos para a paz
Salih mencionou a possibilidade de envolvimento de outras nações, incluindo uma oferta doPaquistão para mediar negociações entre Irã e Estados Unidos. A expectativa é de avanços que resultem em um acordo estável e duradouro.
Em outro desdobramento regional, autoridades francesas relataram preocupações com operações militares na região. Enquanto isso, Israel confirmou planos de ampliar controle em parte do sul do Líbano até o rio Litani, visando criar uma faixa de proteção contra o Hezbollah.
Entre na conversa da comunidade