- Irã lançou salvo de mísseis e drones contra Israel e bases dacoalha dos EUA no Kuwait, Jordânia e Bahrain, conforme IRGC, poucas horas após Donald Trump sinalizar negociações em curso.
- Houve impacto em várias frentes: drone atingiu tanque de combustível no Aeroporto Internacional de Kuwait; Amã relatou estilhaços possuem; Bahrain emitiu alerta de ataque aéreo.
- Israel também afirmou ter atingido alvos ligados ao “infrastructure of the Iranian terror regime” durante a escalada.
- Trump disse estar em negociações com Teerã e mencionou ter recebido um “presente muito grande” relacionado ao estreito de Hormuz; circulam relatos de envio de quinze pontos a Teerã pela via Paquistão.
- Passagens pelo estreito de Hormuz permanecem restritas a navios “não hostis” segundo Irã, com EUA e Israel proibidos; crises atingem preços do petróleo e operações de voos, além de tensões políticas globais.
Iran realizou uma nova rodada de ataques com mísseis e drones no Oriente Médio, horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar negociações com Teerã. O alvo principal foi Israel e bases com presença norte-americana no Kuwait, Jordânia e Bahrein. A ofensiva ocorreu na semana em que o conflito já se estende desde 28 de fevereiro.
Segundo o IRGC, a ofensiva usou mísseis de precisão e drones. Em Kuwait, um tanque de combustível foi atingido no Aeroporto Internacional, provocando fogo. Na Jordânia, pedaços de detritos caíram perto de Amã, com alertas de ataque aéreo em Bahrein.
O ataque ocorre em meio a tensões que afetam mercados globais de energia, com a região passando por uma escalada que já envolve Hezbollah no Líbano e a expansão de ataques israelenses na infraestrutura iraniana na região. O comando militar iraniano reforçou a atuação contra alvos na região.
Trump afirmou, em declarações aos repórteres, que Washington está em negociações com Teerã naquele momento. O presidente não detalhou propostas, mas indicou que houve sinalizações de progresso. As falas elevam o tom diplomático, ainda que o conflito siga ativo.
Relatos de imprensa mencionam que Washington pode enviar mais tropas à região, num possível reforço de cerca de 3 mil militares, conforme a edição do jornal The Wall Street Journal. Autoridades iranianas não confirmaram novas negociações formais.
O governo iraniano divulgou uma mensagem por meio da Organização Marítima Internacional assegurando passagem segura pelo Estreito de Hormuz apenas para navios não hostis. Passageiros norte-americanos e israelenses teriam restrições nesse corredor estratégico.
A OMS e outros organismos já alertam para impactos econômicos, com cortes no consumo de energia e redução de voos. O mercado reagiu: ações sobem com a expectativa de negociação, e o petróleo registrou queda nas operações asiáticas.
Estrutura e desdobramentos
A relação entre Teerã e Washington permanece tensa mesmo com declarações de negociação. Analistas destacam que a situação pode influenciar o abastecimento de petróleo e o custo de energia mundial nos próximos dias.
Líderes regionais acompanham os desdobramentos com cautela. Enquanto Israel sinaliza ataques destinados à infraestrutura iraniana, o conflito pode redraw os mapas de segurança no Golfo e no Levante.
A comunidade internacional espera avanços diplomáticos que assegurem redução de hostilidades. Até o momento, não houve confirmação de acordos formais entre as partes envolvidas.
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