- O Conselho de Segurança Nacional do Iraque autorizou as Forças de Mobilização Popular (PMF) a exercer o direito de autodefesa após ataque que atingiu um quartel-general das PMF e deixou 15 combatentes mortos, na terça-feira, 24.
- As PMF acusam os Estados Unidos e Israel pelos ataques recentes.
- O conselho disse que as forças iraquianas, incluindo as PMF, atuam dentro da Constituição e da lei para manter a estabilidade do país.
- O órgão ordenou que as forças enfrentem ataques contra quartéis das PMF e de outras formações, “por todos os meios possíveis”, citando o direito de resposta.
- As PMF, Hashd al-Shaabi, são um guarda-chuva de facções xiitas apoiadas pelo Irã; ataques contra bases americanas e a embaixada dos EUA já ocorreram, e o episódio complica o apoio político ao primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani. (Com informações da Reuters)
O Conselho de Segurança Nacional do Iraque autorizou as Forças de Mobilização Popular (PMF) a exercer o direito de autodefesa e a responder a ataques contra suas posições.
A decisão foi anunciada após o ataque a um quartel-general das PMF na terça-feira (24), que deixou 15 combatentes mortos.
As PMF, grupo xiita apoiado pelo Irã, haviam acusado os Estados Unidos e Israel pelos ataques recentes. A autorização de retaliação pode ampliar o ciclo de ataques e contra-ataques com os EUA, aumentando a tensão na região.
Segundo um alto funcionario de segurança iraquiano ouvido pela CNN sob anonimato, a ordem de retaliação pode arrastar o Iraque para um conflito mais amplo, fragilizando ainda mais a estabilidade regional.
O comunicado do conselho ressaltou que as instituições de segurança atuam dentro da Constituição para manter a estabilidade do país.
O texto oficial descreve as PMF como um pilar do sistema de segurança nacional e esclarece que seus integrantes devem agir apenas dentro do marco legal.
A reunião ocorreu em meio a ataques que o governo chamou de violação da soberania iraquiana, incluindo bombardeios a quartéis-generais.
O conselho ordenou que as forças iraquianas enfrentem ataques contra quartéis das PMF e de outras formações, por todos os meios legais, citando direito de resposta e de autodefesa.
As PMF, conhecidas como Hashd al-Shaabi, agregam facções paramilitares xiitas integradas às forças de segurança.
Historicamente, grupos aliados ao Irã lançaram ataques contra bases americanas no Iraque e contra a embaixada dos EUA durante a guerra.
O episódio atual representa desafio político para o primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani, que busca apoio entre EUA e frações xiitas.
A presença dos EUA em Bagdá persiste desde a invasão de 2003, que derrubou Saddam Hussein e abriu espaço para governos xiitas alinhados ao Irã.
O cenário mantém o Iraque no centro de tensões entre potências regionais e internacionais. (Com informações da Reuters)
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