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Meloni planeja cooperação com Argélia para ampliar fornecimento de gás

Meloni planeja ampliar cooperação com Argélia para aumentar entregas de gás à UE, fortalecendo ENI e Sonatrach e projetos de gás de xisto e exploração offshore

An area of the gas plant in Ain Amenas, 31 January, 2013
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  • A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni afirmou, durante visita à Argélia, que Itália e Argélia vão trabalhar para aumentar as entregas de gás argelino à União Europeia.
  • Meloni disse que o relacionamento entre os dois países está mais forte do que nunca, reforçando a cooperação entre ENI e a Sonatrach.
  • A Argélia fornece cerca de 30% do gás natural utilizado pela Itália, principalmente pelo gasoduto TransMed, que já opera com a capacidade total.
  • Além do gás via gasoduto, Argélia também envia gás natural liquefeito; especialistas dizem que há capacidade adicional, mas não o bastante para substituir o Qatar integralmente.
  • Analistas ressaltam que substituir os 10% do fornecimento do Qatar é desafiador, e a demanda italiana por gás tem caído desde 2021, em torno de 19%.

Giorgia Meloni esteve em Argel na quarta-feira para reforçar a cooperação entre Itália e Argélia com foco no aumento das entregas de gás ao bloco europeu. A premiê afirmou que trabalharão para ampliar o volume de gás argelino, via ENI e Sonatrach, o que fortaleceria a relação bilateral.

A dirigente italiana destacou que a parceria está já muito sólida e que as duas nações devem atuar em projetos de exploração de gás de xisto e de exploração offshore. O anúncio ocorreu durante uma coletiva conjunta com o presidente argelino Abdelmadjid Tebboune.

Alargamento de suprimentos e impactos estão entre os temas discutidos, em meio à necessidade italiana de compensar perdas de fornecimento de LNG vindas do Qatar. A Argélia fornece cerca de 30% do gás natural italiano, principalmente pelo gasoduto TransMed, cujas capacidades já operam no limite.

Cooperação energética entre Itália e Argélia

Especialistas apontam que há espaço para elevar alguns envios de LNG da Argélia, mas não em escala suficiente para substituir totalmente o Qatar. O país africano é crucial para países como Espanha, mas produz menos LNG que o Qatar.

Analistas lembram que ampliar a capacidade de extração e exportação, especialmente em projetos offshore, pode levar anos para se concretizar. A curto prazo, alternativas incluem maior fluxo por LNG e aumento de volumes de importação de países vizinhos.

Alguns especialistas destacam que, mesmo com ajustes, a demanda italiana por gás tem recuado. Dados indicam queda de cerca de 19% no consumo de gás desde 2021, o que suaviza o impacto de eventuais cortes.

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