- A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni afirmou, durante visita à Argélia, que Itália e Argélia vão trabalhar para aumentar as entregas de gás argelino à União Europeia.
- Meloni disse que o relacionamento entre os dois países está mais forte do que nunca, reforçando a cooperação entre ENI e a Sonatrach.
- A Argélia fornece cerca de 30% do gás natural utilizado pela Itália, principalmente pelo gasoduto TransMed, que já opera com a capacidade total.
- Além do gás via gasoduto, Argélia também envia gás natural liquefeito; especialistas dizem que há capacidade adicional, mas não o bastante para substituir o Qatar integralmente.
- Analistas ressaltam que substituir os 10% do fornecimento do Qatar é desafiador, e a demanda italiana por gás tem caído desde 2021, em torno de 19%.
Giorgia Meloni esteve em Argel na quarta-feira para reforçar a cooperação entre Itália e Argélia com foco no aumento das entregas de gás ao bloco europeu. A premiê afirmou que trabalharão para ampliar o volume de gás argelino, via ENI e Sonatrach, o que fortaleceria a relação bilateral.
A dirigente italiana destacou que a parceria está já muito sólida e que as duas nações devem atuar em projetos de exploração de gás de xisto e de exploração offshore. O anúncio ocorreu durante uma coletiva conjunta com o presidente argelino Abdelmadjid Tebboune.
Alargamento de suprimentos e impactos estão entre os temas discutidos, em meio à necessidade italiana de compensar perdas de fornecimento de LNG vindas do Qatar. A Argélia fornece cerca de 30% do gás natural italiano, principalmente pelo gasoduto TransMed, cujas capacidades já operam no limite.
Cooperação energética entre Itália e Argélia
Especialistas apontam que há espaço para elevar alguns envios de LNG da Argélia, mas não em escala suficiente para substituir totalmente o Qatar. O país africano é crucial para países como Espanha, mas produz menos LNG que o Qatar.
Analistas lembram que ampliar a capacidade de extração e exportação, especialmente em projetos offshore, pode levar anos para se concretizar. A curto prazo, alternativas incluem maior fluxo por LNG e aumento de volumes de importação de países vizinhos.
Alguns especialistas destacam que, mesmo com ajustes, a demanda italiana por gás tem recuado. Dados indicam queda de cerca de 19% no consumo de gás desde 2021, o que suaviza o impacto de eventuais cortes.
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