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Moscou convoca, Hungria responde? Caso político aumenta tensões em Bruxelas

Investigações apontam que o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, supostamente repassou discussões fechadas da UE a Moscou, provocando pressão por explicações

Watch: Moscow calls, Hungary answers? Political bomb exploding in Brussels
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  • A Washington Post aponta que o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, teria passado anos desvelando discussões fechadas do Conselho Europeu para autoridades russas durante reuniões da UE.
  • A Comissão Europeia afirmou estar “extremamente preocupada” e cobrou explicações de Budapeste sobre o episódio.
  • Um funcionário de segurança disse que a Rússia tem ficado “por trás da mesa” de praticamente todas as reuniões da UE nos últimos anos.
  • Szijjártó já visitou Moscou 16 vezes desde o início da invasão russa em 2022 e admite ter ligado para Moscou antes e depois de reuniões importantes; a Hungria também bloqueia um empréstimo da UE de 90 bilhões de euros para a Ucrânia.
  • O ministro recebeu a Ordem da Amizade da Rússia no passado; pesquisas da Eurobarômetro indicam que mais de 70% dos europeus estão preocupados com conflitos na região.

Durante uma investigação do Washington Post, surgem alegações de que o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, teria tirado o sigilo de reuniões ministeriais da UE para contatar autoridades russas. A denúncia aponta que informações confidenciais teriam sido repassadas a Moscou em diversas ocasiões.

A Comissão Europeia afirmou que as informações são extremamente preocupantes e pediu esclarecimentos oficiais de Budapeste. Um porta-voz destacou que o tema requer respostas rápidas e transparentes para esclarecer os fatos.

Segundo uma fonte de segurança, a presença da Rússia em estratégia de alto nível na UE seria antiga e sistemática. A Comissão iniciou apuração interna para avaliar o impacto dessa suposta troca de informações.

Contexto e histórico

Péter Szijjártó já visitou Moscou 16 vezes desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 2022, de acordo com registros oficiais húngaros. Em paralelo, a Hungria tem se oposto a parte de um empréstimo da UE de 90 bilhões de euros para Kyiv, alimentando tensões com Bruxelas.

O premiê polonês Donald Tusk afirmou ter suspeitas antigas sobre a conduta de alguns ministros em reuniões da UE e disse que evita expor discussões sensíveis em voz alta durante as sessões. O episódio eleva preocupações sobre cooperação e transparência.

Reações e desdobramentos

As autoridades húngaras ainda não apresentaram esclarecimentos formais sobre as acusações. Szijjártó reconheceu contatos com autoridades russas e afirmou que tais contatos são parte da prática diplomática comum, sem detalhar os motivos. Não houve confirmação de outros encontros com representantes de países aliados.

A crise também reforça o debate sobre a segurança europeia e a coesão da UE frente a pressões externas. Pesquisas recentes apontam que a maioria dos europeus está preocupada com conflitos próximos, aumentando a pressão por respostas claras das instituições.

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