- O Bundeswehr poderia participar de uma missão internacional para garantir a liberdade de navegação pelo estreito de Hormuz após o fim do conflito, disse o ministro da Defesa, Boris Pistorius, durante visita à Austrália, mas agora não é o momento.
- Alemanha descartou envolvimento militar direto na guerra com o Irã, afirmando que, após um cessar-fogo ou acordo de paz, pode considerar participação em operações de garantia de tráfego marítimo.
- Pistorius informou que, com o fim das hostilidades, é possível imaginar e se preparar para uma participação em uma operação para proteger a navegação no estreito de Hormuz.
- Alemanha e Austrália concordaram em simplificar o uso de tropas entre os dois países e ampliar projetos de defesa, incluindo um sistema de alerta precoce baseado em espaço.
- O acordo prevê desenvolvimento de um regime de status de tropas para facilitar deslocamentos militares mútuos, com a Austrália integrando mísseis de TIW (fornecedor alemão) aos seus equipamentos, como parte de diversificação de cadeias de suprimento.
O Bundeswehr poderia atuar na garantia da liberdade de navegação em uma das rotas comerciais mais importantes do mundo após o fim do conflito, segundo o ministro da defesa alemão. Ainda não é o momento de debater esse papel, afirmou Boris Pistorius durante visita a Canberra.
Pistorius disse que, enquanto a guerra continua, não haverá envolvimento militar alemão direto. Em caso de cessar-fogo ou acordo de paz, há a possibilidade de participação em uma missão internacional com mandato claramente limitado para o estreito de Hormuz.
A Alemanha descartou participação militar imediata no conflito com o Irã, mas abriu a possibilidade de atuação futura na região mediante condições de paz. O ministro enfatizou que a discussão só ocorreria após o término das hostilidades.
Cooperação de defesa ampliada com a Austrália
Alemanha e Austrália concordaram em simplificar o uso de tropas entre os dois países e ampliar projetos de defesa conjuntos, incluindo sistemas de alerta prévio baseados no espaço.
Pistorius reuniu-se em Canberra com o ministro da defesa australiano, Richard Marles, durante a passagem pelo Indo-Pacífico. Foi acertado desenvolver um acordo de status de tropas para facilitar o deslocamento de forças mútuas.
A Austrália participará do desenvolvimento de um sistema alemão de alerta antecipado espacial, ligado a uma rede global de sensores para detectar ameaças a satélites. O país também planeja incorporar mísseis do fabricante alemão TDW em sua produção.
Essa cooperação ocorre em meio a limitações de recursos derivadas dos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, com a Alemanha buscando diversificar suas parcerias de segurança.
Foco alemão no Indo-Pacífico
A expansão das relações com a Austrália faz parte de uma estratégia mais ampla, segundo Pistorius, que também incluiu visitas ao Japão e a Cingapura. O ministro destacou a visão de que segurança na Europa e no Indo-Pacífico são complementares.
A Alemanha intensificou nos últimos anos a presença no Indo-Pacífico com missões navais, exercícios aéreos e treinamentos com parceiros locais. Soldados alemães já participam de manobras como o Pitch Black 2026.
O objetivo é aumentar a interoperabilidade, defender regras internacionais e proteger rotas comerciais e fornecimentos de energia.
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