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Parlamento da UE aprova projeto controverso para ampliar retornos de migrantes

Parlamento Europeu aprova lei de retorno de migrantes, autorizando centros fora da UE e contatos com terceiros não reconhecidos, com entrada bloqueada por tempo indeterminado

FILE: A Greek policeman gives instructions as migrants whose boat stalled at sea while crossing from Turkey to Greece approach the shore of the island of Lesbos, 20 September
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  • O Parlamento Europeu aprovou uma lei para acelerar a devolução de migrantes irregulares, autorizando a criação de centros de deportação fora da União Europeia e acordos com terceiros não reconhecidos.
  • A norma permite retornar pessoas a países não pertencentes à origem, desde que haja acordos bilaterais para estabelecer centros de retorno no território desses estados.
  • O texto eleva o tempo de detenção legal para até dois anos e prevê banimento de entrada praticamente ilimitado na UE para os retornados.
  • Também prevê que famílias com crianças sejam incluídas nas deportações, com a suspensão de recursos decidida caso a caso por autoridades judiciais.
  • A votação foi de 389 a favor, 206 contra e 32 abstenções; a versão final será negociada entre o Parlamento e os Estados‑Membros, com divergências consideradas mínimas.

O Parlamento Europeu aprovou uma lei para acelerar o retorno de migrantes irregulares, permitindo que Estados-membros criem centros de deportação fora da UE e negociações com entidades de terceiros não reconhecidas. A medida reflete mudanças na prioridade política econômica e de imigração.

A norma amplia o prazo de detenção legal para até dois anos e impõe proibições de entrada praticamente ilimitadas no espaço Schengen para os retornados. O objetivo é aumentar a taxa de retorno de pessoas sem direito de permanecer na UE.

Na votação, 389 eurodeputados apoiaram a lei, 206 votaram contra e 32 se abstiveram. Ao final, houve aplausos no hemiciclo. A versão final será debatida entre Parlamento e Estados-membros.

As negociações entre Parlamento e Conselho devem ocorrer sem grandes diferenças entre os textos. Ambos os lados pretendem incluir famílias com crianças nas deportações, excetuando apenas menores não acompanhados.

O texto aprovado permite leituras com entidades de terceiros não reconhecidas para readmissão, abrindo espaço para cooperação com regimes não democráticos em algumas situações. A medida tem gerado críticas por impactos em direitos fundamentais.

Entre as reações, o grupo EPP (conservador) apoiou a aprovação, mantendo alinhamento com forças de direita. Grupos de esquerda manifestaram preocupações quanto à compatibilidade com direitos básicos.

Líderes de Noruega, Dinamarca, Finlândia e outros seguem políticas migratórias alinhadas com a nova postura europeia, em linha com a estratégia de endurecimento de controles de fronteira e retorno de migrantes.

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