- O presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu por dez dias o prazo para o Irã reabrir o estreito de Hormuz, segundo relatos, em resposta a um pedido do governo iraniano.
- Trump afirmou nas redes sociais que as negociações seguem “muito bem”, apesar de declarações de veículos de imprensa e outros críticos.
- O enviado de Washington, Steve Witkoff, indicou fortes sinais de que Teerã estaria disposto a negociar, e confirmou publicamente pela primeira vez a apresentação de uma lista de quinze pontos aos iranianos por meio de intermediários paquistaneses.
- Em resposta, a agência iraniana Tasnim afirmou que Teerã encaminhou uma resposta aos quinze pontos dos Estados Unidos, pedindo fim dos ataques dos EUA e de Israel e reconhecendo a soberania iraniana sobre o estreito, com demandas que vão além do plano norte-americano.
- A situação ocorreu em meio a pressões regionais, com alertas de que a guerra poderia se ampliar, e a promessa de que Washington poderia retomar o controle de parte do petróleo iraniano, caso não haja acordo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu em 10 dias o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Hormuz, segundo relatos. A decisão seria em resposta a um pedido do governo de Teerã. A declaração foi feita durante reunião de gabinete em Washington.
Trump afirmou que as negociações seguem e, apesar de controvérsias na imprensa, elas caminham de forma positiva. A fala ocorreu após Trump ter determinado prazo anterior de 48 horas para a reabertura do estreito, sob ameaça de ações contra a infraestrutura energética do Irã.
O assessor de Trump para questões diplomáticas, Steve Witkoff, informou ao gabinete haver sinais fortes de disposição de Teerã para negociações. Ele confirmou publicamente pela primeira vez que Washington compartilhou uma lista de 15 pontos com o Irã por meio de autoridades paquistanesas.
Diplomacia e negociações
Witkoff disse que o objetivo é demonstrar que há um ponto de inflexão para evitar mais mortes e destruição. O assessor ressaltou que o governo americano avalia como as conversas podem evoluir a partir da proposta de 15 pontos.
Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, afirmou aos jornalistas que não está desesperado por acordo e que o Irã demonstraria interesse em retomar negociações. O presidente também mencionou a possibilidade de medidas adicionais caso não haja avanço.
Contexto regional
O premiê da oposição israelense, Yair Lapid, alertou que Israel enfrenta custos altos na guerra atual. O líder afirmou que o Exército é operando no limite e sem estratégia clara, com recursos limitados para enfrentar múltiplas frentes.
O porta-voz do Exército de Israel pediu mais tropas para a frente libanesa, em meio a discussões sobre reforços na região. As declarações enfatizam a tensão contínua na área e o peso sobre as forças locais.
Resposta iraniana
A agência de notícias iraniana Tasnim informou que Teerã respondeu aos 15 pontos dos EUA por meio de intermediários e aguarda a resposta de Washington. O texto destaca demandas de fim de ataques de EUA e Israel e o respeito à soberania do Irã sobre o Estreito de Hormuz.
Segundo a Tasnim, Teerã também exige reparações de guerra e ressalva sua posição de que a repressão aos ataques sobre grupos apoiados pelo Irã na região, incluindo Hezbollah, deve cessar.
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