- Benedikt Roos, novo chefe das Forças Armadas da Suíça, afirmou não estar otimista sobre as defesas aéreas do país e apontou lacunas a serem preenchidas, principalmente em ataques cibernéticos e ameaças de longas distâncias.
- O general destacou que, diante de ataques de drones, o país não estaria preparado como gostaria, citando a situação descrita no Irã como exemplo de risco.
- O governo suíço pediu ao parlamento a aprovação de € 3,7 bilhões em gastos de defesa para ampliar a defesa aérea terrestre, proteção contra drones e capacidades no ciberespaço.
- O pacote inclui a aquisição de € 1 bilhão em sistemas de mísseis IRIS-T SLM (sistema de mísseis) da Alemanha e cerca de € 76 milhões para ampliar a proteção contra microdrones.
- A União Europeia e a Suíça anunciaram maior cooperação em política externa, segurança e defesa, com uma declaração conjunta que reforça vínculos e facilita participação em missões conjuntas.
Benedikt Roos, o novo chefe do Exército suíço, afirmou nesta sexta-feira, em Thun, que não está otimista sobre as defesas aéreas do país. Ele destacou a necessidade de investimentos significativos para ampliar a segurança nacional diante de riscos atuais.
Roos apontou lacunas nas capacidades de defesa aérea suíça, com ênfase nos ataques cibernéticos no domínio da informação e em ameaças de alcance remoto. O militar pediu maior prioridade a essas frentes para enfrentar um cenário cada vez mais complexo.
O governo suíço enviou à aprovação do parlamento, na semana passada, uma autorização de € 3,7 bilhões para investimentos em defesa. Parte do recurso, cerca de € 1 bilhão, visa a aquisição do sistema de mísseis IRIS-T SLM, fabricado na Alemanha. Outras medidas incluem proteção contra mini-drones por ~€ 76 milhões e modernização de frotas terrestres.
Investimento e lacunas na defesa aérea
Analistas avaliam que os recursos visam fortalecer a defesa de longo alcance e a proteção contra ameaças digitais. A pasta da Defesa destacou que, neste momento, a proteção contra as formas de ameaça mais prováveis exige foco adicional do governo nos próximos três anos.
Roos reforçou que, sem tais investimentos, Switzerland ficaria menos preparado para responder a choques externos. O titular da Defesa, Martin Pfister, ressaltou que outras áreas, como renovação de frotas de veículos, passam a ter prioridade menor diante das novas ameaças.
Cooperação com a UE
Ainda neste mês, a União Europeia e a Suíça assinaram um acordo para reforçar cooperação em política externa, segurança e defesa. As assinaturas foram feitas pela chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, e pelo ministro suíço Ignazio Cassis, em reconhecimento à importância de estreitar vínculos.
O acordo técnico permite que a Suíça participe com mais facilidade de missões conjuntas civis ou militares, visando manter a estabilidade europeia, segundo as autoridades.
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