- O ministro da Cultura do Líbano, Ghassan Salamé, descreveu as ações de Israel no sul como uma “invasão”, com vilarejos inteiros destruídos e mais de 1 milhão de pessoas deslocadas.
- Segundo ele, a situação representa uma mudança na estratégia de Israel, com a ideia de uma zona neutra ao sul do rio Litani podendo configurar tomada de território a longo prazo.
- O conflito já deixou mais de 1,1 milhão de pessoas deslocadas e mais de 1.000 mortos, incluindo membros de equipes humanitárias e médicas.
- Ambulâncias e comboios humanitários foram atingidos, dificultando os trabalhos de socorro; o Líbano abriu mais de 700 abrigos para civis.
- O governo líbano buscou negociações diplomáticas com Israel, mas não houve resposta até o momento.
Portugal não, Brasil? não — seguimos com a versão brasileira.
Um ministro libanês qualificou as ações de Israel no sul do Líbano como uma invasão, afirmando que vilarejos inteiros foram destruídos e mais de um milhão de pessoas foram deslocadas. A declaração foi feita pelo ministro da Cultura, Ghassan Salamé, em entrevista exclusiva ao programa Europe Today, da Euronews.
Salamé disse que o conflito já entrou em uma fase mais perigosa, com mudanças na estratégia operada por Israel no terreno. Segundo ele, planos para uma zona de proteção ao sul do rio Litani podem representar uma ocupação territorial de longo prazo. O ministro afirmou que a abordagem atual difere de zonas-tampão anteriores, pois há destruição de vilarejos inteiros e destruição de infraestrutura.
De acordo com o governo libanês, o número de deslocados já passa de 1,1 milhão, o que corresponde a cerca de um quinto da população do país. Ambulâncias e convoys de ajuda sofreram ataques, dificultando operações de socorro. O governo informou a criação de mais de 700 abrigos pelo território.
Situação humanitária e resposta internacional
Helicópitos e combates entre Hezbollah e forças israelenses também dificultam a atuação humanitária. Ambos os lados reportaram baixas, e civis israelenses foram mortos por ataques com foguetes a partir do Líbano. O Líbano afirmou que já abriu canal diplomático e que o presidente propôs negociações com Israel, sem resposta até o momento.
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