- O ministro da Defesa da Finlândia, Antti Häkkänen, afirmou que o país vai verificar se armas compradas pela Europa para a Ucrânia, a partir dos EUA, chegam ao destino previsto.
- Helsínquia disse que vai confirmar que Washington honra contratos com países da OTAN que adquiriram armamentos para a Ucrânia por meio de fabricantes dos EUA.
- A preocupação surgiu após um relatório do The Washington Post de que o Pentágono pode desviar equipamentos militares para a guerra com o Irã.
- O sistema PURL (Prioritised Ukraine Requirements List) já forneceu grande parte dos interceptores e da munição usados em baterias de defesa da Ucrânia.
- O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que equipamentos essenciais para Kyiv continuam chegando, ainda que haja apreensão com possíveis desvios.
A Finlândia assegurou que irá acompanhar o uso de armas adquiridas por países europeus junto aos Estados Unidos para a Ucrânia, com o objetivo de confirmar que os equipamentos cheguem aos destinatários. A defesa finlandesa reagiu às informações de que Washington pode desviar recursos.
O ministro da Defesa, Antti Häkkänen, afirmou à Euronews que esperam a entrega de todo o material previsto. Ele disse que Helsinque checará para que Washington cumpra contratos firmados com países da OTAN que adquiriram armas para a Ucrânia junto a contratantes militares dos EUA.
A conversa foi concedida durante entrevista no Ministério da Defesa, em Helsinki. Häkkänen destacou que a verificação é rotina para evitar desvios no fluxo de material bélico.
Preocupações sobre desvio de armas
O tema ganhou escala após um relatório do Washington Post de que o Pentágono pode redirecionar equipamentos críticos destinados à defesa da Ucrânia para o conflito com o Irã. A informação alimenta temores de esgotamento de estoques dos EUA.
O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, mencionou que equipamentos essenciais, incluindo interceptores, continuam chegando à Ucrânia. Dados do secretário indicam que o sistema PURL tem sido usado para equipar baterias de Patriot e outras defesas aéreas.
Häkkänen reforçou que a Finlândia não será envolver-se na intervenção dos EUA com Israel ou no Golfo, citando a longa fronteira com a Rússia. Ele afirmou que os recursos do país são dedicados à prontidão na região.
Posição da Finlândia e contexto regional
Em Paris, o presidente finlandês, Alexander Stubb, reiterou que a guerra no Irã não é assunto da OTAN. A posição foi reiterada após encontro de líderes do Joint Expeditionary Force, grupo que reúne países nórdicos e bálticos da aliança.
A Finlândia continua cética quanto a qualquer pressão para ampliar participação em cenários de conflito fora da região. O governo enfatiza a importância de cumprir contratos firmados com parceiros europeus e manter a cooperação estratégica com a OTAN.
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