- O Papa Leo XIV visitará Mônaco neste sábado, em uma viagem simbólica, a primeira presença papal no principado em quase cinco séculos.
- A passagem inclui reunião privada com o príncipe Albert II e a princesa Charlene, encontro com a comunidade católica na catedral e missa no estádio.
- O porta-voz do Vaticano afirmou que a viagem também representa a primeira oportunidade do Papa de falar a toda a Europa, enfatizando o papel das pequenas nações na diplomacia global.
- O tema central é a defesa da vida, com o Papa ampliando o foco para defender a vida em situações de guerra e conflito.
- A visita ocorre em meio a debates sobre questões morais, como o aborto, rejeitado pelo príncipe Albert II, e reforça a atuação de Mônaco como estado católico e apoio a iniciativas cristãs no Oriente Médio.
Pope Leo XIV fará neste sábado uma visita histórica a Monaco, tornando-se o primeiro papa a pisar no Principado em quase cinco séculos. A agenda inclui encontros privados, celebração litúrgica e diálogos sobre temas globais, como paz e cooperação internacional.
A notícia foi anunciada pelo porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, que destacou o caráter simbólico da visita. Bruni lembrou que o encontro busca ampliar o espaço de diálogo entre Estados Pequenos e temas universais da diplomacia.
Monaco, território de 2,2 km², é uma monarquia constitucional onde o catolicismo é a religião de Estado. A visita ocorre oito séculos após o último pontífice ter pisado lá, em 1538, sob o papado de Paulo III.
O roteiro inclui audiência privada no palácio com Albert II e a Princesa Charlene, uma celebração na catedral e uma missa no estádio. O pontífice permanecerá no Principado por menos de nove horas.
A missão do Papa enfatiza a defesa da vida em contextos de guerra e conflito, dentro de um conjunto mais amplo de valores. Bruni indicou que o tema dialoga com crises atuais, como guerras na região e tensões internacionais.
Além disso, o Vaticano aponta a mobilização de Monaco por meio de ações de misericórdia, inclusive apoio a iniciativas cristãs no Oriente Médio, como a Aliph Foundation, voltada à restauração de igrejas e patrimônios.
A visita é interpretada por analistas como um gesto simbólico de cooperação entre dois dos menores estados do mundo. Perguntas sobre a escolha de Monaco foram discutidas, mas o propósito diplomático foi mantido pela Santa Sé.
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