- Dez pessoas foram presas em Lusaka, Zâmbia, no dia nove de março com 550 quilos de marfim, em operação baseada em inteligência da Environmental Investigation Agency (EIA).
- A investigação aponta uma rede criminosa de tráfico de vida silvestre, com um estrangeiro considerado comprador do marfim.
- Os suspeitos foram autuados por posse ilegal de troféu prescrito e ainda não foram apresentados a tribunal.
- A EIA destacou que governos têm se aberto a parcerias com organizações não governamentais para combater o crime contra a vida silvestre.
- A organização citou cooperação com Interpol, autoridades de outros países e a criação de uma base de dados global sobre crimes ambientais.
Na Zâmbia, autoridades de fiscalização ambiental prenderam 10 pessoas em posse de 550 kg de marfim. A operação, ocorrida em 9 de março, contou com inteligência da Environmental Investigation Agency (EIA), com base em cooperação internacional no combate ao tráfico ilegal de vida silvestre.
Segundo a Zambian Department of National Parks and Wildlife (DNPW), a ação ocorreu em Lusaka e visou uma rede transnacional de crime contra a vida silvestre. Um estrangeiro estaria identificado como comprador do material apreendido.
As pessoas presas foram acusadas de posse ilegal de troféu prescrito e ainda não foram levadas a julgamento. Alguns suspeitos já tinham registros de crimes relacionados à vida silvestre, afirmou a DNPW.
Cooperação e desdobramentos
A diretora executiva da EIA, Mary Rice, destacou que governos passam a colaborar mais com ONGs para enfrentar o tráfico. Ela citou parcerias em andamento que já resultaram em investigações e condenações, incluindo operações com Interpol e autoridades de vários países.
Rice mencionou uma rede mundial de ONGs e órgãos governamentais que trabalha na criação de um banco de dados sobre crimes ambientais. Dados do projeto MONitoring the Illegal Killing of Elephants indicam queda na caça na África Austral, mas redes criminosas continuam ativas na região.
Caso recente reforça que, apesar de avanços, o tráfico de marfim permanece um desafio. A EIA aponta que prisões e desfazimento de redes dependem de cooperação contínua entre governos, agências e entidades não governamentais.
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