- O Brasil manterá apoio conjunto com o México à candidatura de Michelle Bachelet para a secretaria-geral da ONU, mesmo com o Chile retirando o endosso oficial.
- Lula comunicou nas redes sociais que Bachelet é altamente qualificada e tem o melhor currículo para a função.
- O processo de escolha do novo secretário-geral da ONU começou em novembro de 2025, com decisão prevista para o segundo semestre de 2026 e tomada efetiva em 1º de janeiro de 2027.
- A decisão de Chile ocorre após a posse de José Antonio Kast, e reflete menor alinhamento entre Brasil e Chile sob o novo governo.
- O Brasil tem defendido liderança feminina na ONU e maior representatividade do Sul Global na condução da organização.
O Brasil manterá o apoio à candidatura de Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da ONU, mesmo após o Chile retirar o endosso oficial. Lula comunicou o posição por meio de rede social, afirmando que o apoio é conjunto com o México e elogiando a trajetória da ex-presidente chilena.
Segundo Lula, Bachelet é altamente qualificada e possui o currículo adequado para liderar a Organização das Nações Unidas. O presidente ressaltou também a experiência internacional da candidata, destacando seu papel como ex-presidente do Chile e ex-alta comissária dos direitos humanos da ONU.
A defesa de uma liderança feminina à frente da ONU e a representatividade do Sul Global continuam na pauta de Lula. O atual processo de sucessão do secretário-geral António Guterres começou em novembro de 2025 e deve ter definição até o segundo semestre de 2026, com posse prevista para 1º de janeiro de 2027.
Contexto internacional e mudanças no Chile
A manutenção do apoio brasileiro ocorre após o Chile anunciar a suspensão do endosso a Bachelet. A decisão coincidiria com a posse de José Antonio Kast, que desloca o país para a direita em diferentes frentes políticas.
A candidatura de Bachelet havia sido lançada em fevereiro, com respaldo de Chile, Brasil e México, ainda sob o governo anterior chileno de Gabriel Boric. Com a mudança de governo, o novo comando optou por não sustentar o endosso.
O distanciamento entre Brasil e Chile se agrava pela ausência de Lula na posse de Kast. O gesto foi interpretado como sinal de recalque entre os dois governos, em meio a debates sobre alinhamento regional e prioridades diplomáticas.
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