- Mulher britânica, Catherine Wieland, foi sentenciada por fraude de auxílio por incapacidade após ser flagrada surfando no México e em atividades de lazer, apesar de receber cerca de R$ 165 mil do governo.
- Ela alegava incapacidade para trabalhar e para tarefas básicas devido a crises de ansiedade, sustentando a necessidade do benefício.
- O Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido monitorou o caso e constatou uma vida social ativa, com viagens, incluindo ao México, para surfe e tirolesa.
- Documentos em tribunal mostram ainda visitas ao Thorpe Park, no Reino Unido, pelo menos três vezes, além de 76 sessões em salões de beleza e frequento a 60 pubs, clubes e restaurantes.
- Ela recebeu 28 semanas de prisão com pena suspensa por 18 meses e teve de devolver integralmente os R$ 165 mil recebidos indevidamente.
Catherine Wieland, uma cidadã britânica, foi condenada por fraude após receber benefícios por incapacidade ao mesmo tempo em que participava de atividades de lazer no exterior, incluindo surfe no México. A decisão ocorreu na quinta-feira, 26 de março, em tribunal do Reino Unido. O caso envolve recebimento de cerca de 165 mil reais em auxílios.
A defesa alegava que crises de ansiedade impediam a trabalharem, justificando o recebimento dos benefícios do Department for Work and Pensions (DWP). Wieland morava em Goring-by-Sea, na Inglaterra, e sustentava a incapacidade para atividades cotidianas e para o trabalho.
Durante o período de recebimento, o DWP manteve vigilância sobre o caso. A investigação revelou que a britânica participava de atividades sociais e de lazer, contrariando as alegações de incapacidade permanente. Entre as evidências, constam viagens internacionais e atividades de lazer em resorts.
Segundo o material apresentado em tribunal, Wieland viajou para o México, onde surfou e praticou tirolesa em um resort de luxo. A documentação também mostrou visitas ao Thorpe Park, no Reino Unido, em várias ocasiões, além de registrar dezenas de sessões em salões de beleza e frequências a pubs, clubes e restaurantes.
O processo avançou após o retorno da viagem ao México, quando ela requisitou aumento da pensão, alegando agravamento das crises de ansiedade. Questionada sobre as provas, respondeu que não sabia que poderia sair de casa.
Condenação e cumprimento
Wieland recebeu 28 semanas de prisão, com pena suspensa por 18 meses, ou seja, liberdade condicional. Ela também foi obrigada a devolver integralmente os 165 mil reais recebidos indevidamente. O veredito reforça o ponto de que benefícios por incapacidade devem refletir a real condição de saúde e a adesão a requisitos legais.
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