- A polícia de Israel impediu o patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e o custódio Francesco Ielpo de entrar na Basílica do Santo Sepulcro para a missa de Domingo de Ramos, alegando medidas de segurança por conflitos no Oriente Médio.
- Segundo o comunicado conjunto do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, foi o primeiro grande impedimento desse tipo em séculos.
- A missa não pôde ocorrer no local; os líderes chegavam de forma privada, sem procissão, e o Vaticano News informou o fato.
- O contexto envolve restrições de aglomeração impostas desde 28 de fevereiro, com limite de cerca de 50 pessoas, após ataques entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. A procissão tradicional do Domingo de Ramos já havia sido cancelada pelo Patriarcado.
- Reações internacionais: o presidente da França, Emmanuel Macron, condenou a decisão; o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, disse que foi inaceitável.
Pela primeira vez em séculos, a polícia de Israel impediu que líderes da Igreja Católica entrassem na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para a missa de Domingo de Ramos. A medida foi apresentada como necessária por razões de segurança devido aos conflitos no Oriente Médio. O episódio ocorreu na Cidade Velha, local sagrado para três religiões.
O Patriarcado Latino de Jerusalém informou, em comunicado conjunto com a Custódia da Terra Santa, que Pierbattista Pizzaballa e Francesco Ielpo tentavam chegar ao templo de forma privada, sem procissão ou cerimônia. A missa não pôde ser realizada no local.
Segundo o comunicado, o bloqueio foi aplicado pela polícia israelense no domingo (29 mar 2026). Autoridades não apresentaram detalhes formais de justificativa no momento do impedimento, e a agência AFP não conseguiu obter resposta oficial imediata.
Contexto do episódio
O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa para o calendário católico, com a tradição de celebrações em Jerusalém. O Patriarcado Latino já havia cancelado a procissão tradicional que partiria do Monte das Oliveiras, citando restrições a encontros públicos.
A suspensão impede eventos com grande participação de fiéis, tanto no templo quanto em transmissões globais. O comunicado menciona ainda que encontros presenciais foram cancelados e que as celebrações serão transmitidas a fiéis ao redor do mundo.
Repercussão internacional
O episódio gerou críticas internacionais. O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que o culto deve ser garantido a todas as religiões em Jerusalém e associou a decisão a violações de status de lugares sagrados. Em paralelo, o chanceler da Itália classificou a recusa de entrada como inaceitável, destacando a importância de celebrar em locais sagrados de interesse mundial.
Pizzaballa, líder da Igreja Católica na região, tem histórico de críticas às ações de Israel em Gaza. Em 2025, ele visitou o enclave após um bombardeio que matou três pessoas e feriu outras quinze, avaliando a atuação israelense como injustificável.
As autoridades ressaltam restrições de aglomerações em espaços públicos desde fevereiro, que limitam eventos a cerca de 50 pessoas. A medida foi adotada após ações militares envolvendo Estados Unidos e Israel no Irã, segundo fontes oficiais.
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