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Polícia israelense impede o Patriarca de Jerusalém de celebrar Missa de Ramos

Polícia de Israel impede entrada do Patriarca Latino de Jerusalém na celebração do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, pela primeira vez em séculos

Entrance to the Basilica of the Holy Sepulchre in Jerusalem
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  • O Patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e o custódio da Terra Santa, padre Francesco Ielpo, foram impedidos pela polícia israelense de entrar na Igreja do Santo Sepulcro para celebrar o Domingo de Ramos.
  • Foi a primeira vez, em séculos, que líderes da Igreja foram proibidos de participar da celebração no local.
  • O governo de Israel afirmou ter dado instruções para evitar grandes aglomerações em locais sagrados de todas as religiões, por risco de ataques iranianos.
  • Reações internacionais foram rápidas: a líder italiana Giorgia Meloni criticou a ação; o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, chamou o embaixador de Israel; o presidente francês Emmanuel Macron classificou o episódio como alarmante e ofereceu apoio.
  • A diocese lamentou o ocorrido e pediu desculpas aos fiéis em todo o mundo.

O caso ocorreu no Domingo de Ramos, quando o Patriarca latino de Jerusalém, Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Fr. Francesco Ielpo, foram impedidos de entrar na Igreja do Santo Sepulcro. Eles buscavam celebrar a missa de Ramos, em um ato privado, sem procissão. A entrada foi negada pela polícia israelense.

O Patriarcado Latino de Jerusalém classificou o ocorrido como grave precedente. Segundo a igreja, os dois líderes foram obrigados a retornar sem que houvesse qualquer sinal de cerimônia pública. A nota oficial destacou ainda que a decisão fere sensibilidades de fiéis em todo o mundo.

O governo de Israel divulgou que, por instruções, não seriam permitidos grandes ajuntamentos em locais sagrados de todas as religiões, citando risco de ataques com mísseis iranianos. A medida acompanha restrições desde o início das hostilidades com o Irã, em 28 de fevereiro.

As reações internacionais vieram rapidamente. A premiê italiana Giorgia Meloni chamou a ação de violação da liberdade religiosa. O ministro Antonio Tajani disse ter citado o embaixador de Israel. O presidente francês, Emmanuel Macron, definiu a situação como alarmante e pediu garantia de liberdade de culto.

Palm Sunday abre a Semana Santa cristã, marcando a entrada de Jesus em Jerusalém segundo os Evangelhos. Na prática, as autoridades israelenses limitam eventos públicos a cerca de 50 pessoas nos locais sagrados. A instituição religiosa lamentou profundamente o episódio e pediu desculpas aos fiéis.

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