- O G7, composto por ministros de energia e finanças, disse que está pronto para tomar todas as medidas necessárias para preservar a estabilidade do mercado de energia, em coordenação com parceiros, mas ainda não anunciou medidas específicas.
- As discussões buscam avaliar como a guerra no Irã afeta mercados de energia, inflação e estabilidade econômica, com uma avaliação europeia dos ministros de energia da UE prevista para terça-feira.
- A IEA já coordenou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo em 11 de março para mitigar o desequilíbrio decorrente do bloqueio no Golfo, mas isso não resolveu totalmente a alta de preços.
- Analistas apontam que o Brent chegou a US$ 119 por barril, indicando possível alta adicional conforme cenários da crise permanecem incertos; no gás, projetam-se aumentos semelhantes aos níveis de 2022.
- Países europeus já adotam medidas nacionais, como a Polônia anunciando teto de preço de combustíveis a partir de terça-feira; a UE discute estratégias para reduzir importações de fósseis e ampliar energias renováveis.
O G7 informou que está pronto para adotar “todas as medidas necessárias” para preservar a estabilidade do mercado de energia, em ação coordenada. Ministros de energia e de finanças participaram da reunião na segunda-feira.
O objetivo é monitorar o impacto da guerra no Irã sobre energia, commodities e inflação, e responder de forma a manter a estabilidade macroeconômica, de acordo com o comunicado divulgado.
Apesar de não ter anunciado medidas específicas ainda, o encontro aproxima um parecer dos ministros europeus de energia na terça-feira sobre o tema. Não houve anúncio de libertação adicional de reservas.
Contexto da crise
A reunião ocorre com o aumento da volatilidade dos preços e a avaliação de reservas estratégicas da UE diante da crise, que envolve o estreito de Hormuz e interrupções no fornecimento de gás natural.
A IEA já coordenou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo em março para mitigar o déficit causado pelo bloqueio no Hormuz, após ataques a infraestruturas iranianas. A medida mostrou-se insuficiente para conter a alta de preços.
A Comissão Europeia mantém o foco na volatilidade de preços, enquanto ministros de energia da UE buscam avaliar estoques e a segurança de suprimento, com o envio de petróleo e gás sob pressão.
Desdobramentos de curto prazo
Analistas apontam que o Brent chegou a ser negociado próximo de 119 dólares o barril, ante cerca de 70 dólares antes do conflito, com risco de escalada para patamares próximos de 200 dólares em cenários adversos.
No segmento de gás natural, projeções apontam para elevação de preços até níveis observados na crise de 2022, caso haja interrupções adicionais de importações da Rússia, já que fontes do LNG vêm reagindo à demanda global.
Em reunião marcada com ministros europeus, há a expectativa de definir estratégias de segurança de suprimento e avaliar a eficácia de ações já em curso, como ajustes de reservas e diversificação de fontes.
Perspectivas e ações em curso
O grupo G7 reforçou a necessidade de cooperação internacional para mitigar impactos e salvaguardar a estabilidade energética. Em paralelo, o domínio político permanece dividido sobre medidas específicas a serem tomadas.
O comissário europeu de Energia, Dan Jørgensen, pediu ações focalizadas alinhadas a uma estratégia de longo prazo, incluindo redução de importações de combustíveis fósseis, expansão de renováveis e fortalecimento da rede elétrica.
Ao menos alguns Estados membros já anunciaram medidas nacionais, como a Ucrânia? não, corrigir: Polônia anunciou tetos de preços de combustível para terça-feira, seguindo passos de Hungria e Croácia, que adotaram medidas similares.
Fonte: equipes de cobertura.
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