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Justiça argentina freia reforma trabalhista de Milei após pedidos de sindicatos

Justiça suspende 82 artigos da reforma trabalhista de Milei, mantendo aplicação condicionada à avaliação de constitucionalidade, após pedido da CGT

O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa na Yeshiva University em Manhattan, Nova York,
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  • Justiça argentina suspendeu provisoriamente a aplicação de mais de 80 artigos da reforma trabalhista de Milei, entre eles itens que reduziriam custos de trabalho e o poder dos sindicatos.
  • A decisão foi tomada pelo juiz trabalhista Raúl Horacio Ojeda, acatando parcialmente medida cautelar da Confederação Geral do Trabalho (CGT).
  • A suspensão vale até o julgamento do mérito e pode ser contestada pelo governo; a medida busca segurança jurídica para milhões de contratos vigentes.
  • Entre os pontos suspensos estão a nova base de cálculo das indenizações (inclui ou exclui décimo terceiro, férias e horas extras) e o Fundo de Assistência Trabalhista, com contribuição obrigatória para demissões futuras.
  • Também ficaram suspensos artigos que ampliavam o conceito de atividades essenciais, restringiam assembleias e endureciam sanções contra a atuação sindical.

A Justiça argentina suspendeu provisoriamente a aplicação de mais de 80 artigos da reforma trabalhista de Milei, aprovada pelo Congresso em fevereiro. A medida foi solicitada pela CGT, principal central sindical, após a aprovação da lei.

O juiz trabalhista Raúl Horacio Ojeda acatou a medida cautelar, com efeito até o julgamento de mérito. A decisão visa trazer segurança jurídica ao permitir a aplicação da norma apenas após teste de constitucionalidade e convencionalidade.

Foram suspensos pontos que mudavam a base de cálculo de indenizações, deixando de considerar pagamentos como décimo terceiro, férias e horas extras. Também ficou parada a criação do Fundo de Assistência Trabalhista, com contribuição de 1% a 3% sobre salários.

A decisão também impede artigos que ampliavam o alcance dos sindicatos, limitavam serviços mínimos em greves e endureciam sanções a atuação sindical. O governo argentino não se pronunciou sobre o despacho até o momento.

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