- A líder do Kuomintang, Cheng Li-wen, aceitou o convite do presidente Xi Jinping para visitar a China, de 7 a 12 de abril, segundo a agência Xinhua.
- Não há confirmação oficial sobre encontro entre Xi e Cheng nem sobre o itinerário ou locais da visita.
- Cheng assumiu a liderança do KMT em outubro e defende maior cooperação com a China; a viagem era um desejo dela para 2026.
- O objetivo declarado é mostrar que as relações através do estreito não implicam guerra e abordar questões ligadas às indústrias e empresas taiwanesas.
- Cheng afirmou que pretende conversar com o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, antes e depois da visita e também planeja visitar os EUA no primeiro semestre, ressaltando que não há necessidade de escolher lados entre China e EUA.
Cheng Li-wen, líder do Kuomintang (KMT), aceitou nesta segunda-feira um convite de Xi Jinping para visitar a China. A viagem foi anunciada pela agência estatal Xinhua, com data prevista de 7 a 12 de abril. Não há confirmação de encontros ou roteiros específicos.
O KMT, principal oposição em Taiwan, tem buscando aproximação com o governo chinês para frear políticas do DPP, que governa a ilha desde 2016. Cheng assumiu o comando do partido em outubro do ano passado, promovendo uma linha de cooperação com a China.
A viagem visa mostrar que as relações no estreito de Taiwan não levarão a uma guerra. Entre os objetivos estão pautas sobre indústrias e empresas taiwanesas, que, segundo a líder do KMT, foram esquecidas por muito tempo.
Detalhes ainda não divulgados
O convite não detalha se haverá encontro entre Cheng e Xi nem cidades a serem visitadas. O site oficial do KMT não confirma o itinerário ou a possibilidade de reunião com o presidente Lai Ching-te (DPP).
Cheng disse ainda que pretende conversar com autoridades americanas durante o 1º semestre, incluindo possíveis encontros com universidades e think tanks. Questionada sobre alinhamento entre EUA e China, afirmou que não se trata de escolher lados, mas de buscar cooperação.
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