- Marco Rubio disse que a parceria dos EUA com a Otan “terá que ser reexaminada” após o fim da guerra no Irã, citando resposta de aliados como “muito decepcionante”.
- Ele afirmou que a Otan precisa ser mutuamente benéfica e não pode ser uma via de mão única.
- Rubio destacou que os direitos de base da Otan permitem posicionar tropas, aeronaves e armas em várias regiões, incluindo grande parte da Europa.
- Citou a Espanha, que negou uso de espaço aéreo e de outras bases durante um momento de necessidade, levantando questões sobre benefícios para os EUA.
- Disse que, se os EUA retirarem tropas da Europa, a Otan poderia acabar; lembra que a cláusula de defesa coletiva foi acionada apenas uma vez, após os ataques de 11 de setembro.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a parceria com a Otan precisará ser reavaliada ao fim da guerra no Irã. A declaração foi feita em entrevista à Al Jazeera na segunda-feira, 30 de outubro.
Rubio criticou a resposta de alguns aliados por ter sido considerada muito decepcionante. Segundo ele, a Otan precisa ser uma aliança mutuamente benéfica e não pode funcionar como via de mão única. O governo americano planeja discutir o tema após a operação terminar.
O congressista destacou que a Otan oferece direitos de base que permitem posicionar tropas, aeronaves e armamentos em partes do mundo onde normalmente não haveria bases, incluindo grande parte da Europa. Citou o caso da Espanha, que restringiu uso de espaço aéreo durante momentos críticos.
Ele afirmou que, mesmo sendo defensor da Otan, o equilíbrio falha se aliados negarem direitos de base em momentos de necessidade. Assim, manter o engajamento requererá mudanças na forma como a aliança funciona para os Estados Unidos.
Contexto estratégico e implicações
A doutrina de defesa coletiva da Otan foi acionada apenas uma vez, após os ataques de 11 de setembro, para apoiar os EUA no Afeganistão. Rubio lembrou que a retirada norte-americana da Europa poderia comprometcer a coalizão e colocar em risco a continuidade da aliança.
A posição do senador aponta para um debate mais amplo sobre custos, responsabilidades e contrapartidas entre os membros da Otan. A matéria segue acompanhando reações de aliados e próximos passos diplomáticos.
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