- Irã lançou ataques contra Kuwait e Arábia Saudita em retaliação a ataques a instalações elétricas, provocando apagões em Teerã e áreas próximas.
- O USS Tripoli, navio anfíbio com cerca de 3.500 militares, chegou ao Oriente Médio; EUA estudam planos de operações terrestres, enquanto Trump diz que há mudança de regime e pode haver acordo em breve.
- O presidente Donald Trump afirmou que governança iraniana já mudou e que é um grupo diferente de lideranças com quem é possível negociar; Teerã diz que Washington usa diplomacia como cortina de fumaça.
- Paquistão busca atuar como mediador entre EUA e Irã, citando confiança de ambas as partes para facilitar as negociações.
- Defesa da Arábia Saudita afirma ter interceptado cinco mísseis balísticos durante os ataques na região.
O Irã realizou ataques a Kuwait e à Arábia Saudita após ataques a instalações elétricas iranianas, causando queda de energia em partes de Teerã e regiões vizinhas. Em resposta, novas ofensivas surgiram durante a noite contra alvos no Iraque e na região, em meio a tensões escaladas na região.
O anúncio ocorre enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que o conflito já provocou mudança de regime e que um acordo com Teerã poderia ser alcançado em breve. As afirmativas foram feitas enquanto tropas e recursos militares se deslocavam para o Oriente Médio.
Strikes adicionais atingiram alvos iranianos durante a noite, com ações retaliatórias atingindo Kuwait e Arábia Saudita. Washington mantém a narrativa de progressos diplomáticos, apesar do aumento da mobilização militar na região.
Situação energética no Irã
O Ministério da Energia iraniano informou quedas de energia em Teerã, na região periférica e na província de Alborz, após ataques a instalações do setor elétrico. O anúncio foi veiculado pela televisão estatal iraniana e aponta que as falhas estão sendo resolvidas.
Em Kuwait, o Ministério de Energia informou que um ataque retaliatório atingiu uma instalação de energia e uma estação de dessalinização, resultando na morte de um trabalhador indiano. O governo kuwaitiano registrou danos estruturais no local.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou ter interceptado cinco mísseis balísticos durante a madrugada. As autoridades não detalharam a origem dos ataques, mas os EUA seguem monitorando a situação com apoio de aliados.
Intermediação e diplomacia regional
No Paquistão, o governo sinalizou interesse em facilitar negociações entre Irã e EUA, citando laços com Teerã e com estados do Golfo. O ministro das Relações Exteriores enfatizou confiança de ambas as partes em Islamabad como mediador.
O porta-voz do parlamento iraniano contestou a abordagem diplomática dos EUA, acusando Washington de usar negociações como cortina de fumaça diante de uma possível ofensiva terrestre. A casa parlamentar ressaltou que tropas americanas poderiam ser alvo de ações no solo.
Avanços militares e estratégia
Os EUA reforçam a presença militar na região: a embarcação anfíbio Tripoli, com cerca de 3.500 fuzileiros, chegou ao Oriente Médio na sexta-feira. O Pentágono estudava etapas de operações terrestres por semanas, sem confirmar qualquer decisão de implantação sob autorização de Trump.
Contexto de operações em Israel e Líbano
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou ampliar a zona de segurança no sul do Líbano durante a ofensiva em curso contra o Hezbollah. A declaração enfatizou objetivos de neutralizar ameaças e manter o controle próximo às fronteiras, citando mudanças na configuração regional.
De acordo com a agência de notícias local, as forças israelenses continuam a confrontar tropas e fortificações no sul do Líbano, com relatos de atividades intensificadas ao longo do dia. Autores locais mencionam impacto em civis e deslocamentos.
Desfecho humanitário
O Ministério da Saúde do Líbano informou que, desde o início do novo ciclo de hostilidades, mais de 1.238 pessoas morreram no país, incluindo 124 crianças, e que mais de 3.500 ficaram feridas. A ONU descreveu incidentes com uma colisão de incidentes entre forças da região.
A atuação de equipes de resgate e a presença de forcas de paz da ONU (UNIFIL) foram impactadas por ataques, com registros de um militar da UNIFIL ferido e o de um soldado morto em posição de defesa, conforme comunicado oficial.
Observadores internacionais acompanham a evolução do conflito, com números de vítimas civis e danos materiais variando conforme as fontes, incluindo dados de organizações de direitos humanos com diferentes metodologias.
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