- O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Ghadiri, afirmou que o agronegócio brasileiro pode importar ureia, desde que as negociações ocorram diretamente com armadores iranianos e com transações diretas.
- Disse que há disponibilidade de ureia para exportação e que metade da ureia utilizada no Brasil é produzida no Irã.
- Garantiu que não haverá restrições na passagem pelo estreito de Ormuz, que permanece sob gestão estratégica do Irã.
- afirmou que outros países do Golfo enfrentam dificuldades para trafegar por Ormuz, por não possuírem a resiliência construída pelo Irã em 47 anos de restrições econômicas.
- Alega que o Irã está preparado para uma possível invasão de tropas dos EUA e que há expectativa de atingir o “recorde do Vietnã” em mortes de militares norte-americanos.
O embaixador do Irã no Brasil afirmou nesta terça-feira que o Brasil pode importar ureia com maior facilidade, desde que as negociações ocorram diretamente com empresas iranianas. A declaração foi feita durante entrevista na Embaixada do Irã, em Brasília. O diplomata destacou que o país tem disponibilidade para exportar o fertilizante e que não haveria entraves para passagem pelo estreito de Ormuz.
Segundo o embaixador, metade da ureia consumida no Brasil é produzida no Irã, o que reforça a ideia de relações diretas entre importadores brasileiros e armadores iranianos. Ele mencionou que pagamentos e transações devem ocorrer de forma direta, sem intermediários, para viabilizar as transações.
Orçamento e gestão do estreito de Ormuz
O embaixador afirmou que o estreito permanece aberto para o trânsito de navios, inclusive após ataques recentes envolvendo EUA e Israel ao Irã. Ele ressaltou que o estreito está sob gestão estratégica do Irã e que medidas administrativas podem ser ajustadas para manter o trânsito de nações amigas.
O diplomata também comentou sobre dificuldades enfrentadas por outros países do Golfo Persiico na passagem pelo estreito, atribuindo esses obstáculos à menor resiliência econômica desses países frente a restrições impostas por EUA e aliados há décadas.
Em relação ao cenário regional, o embaixador indicou que o Irã está preparado para responder a eventuais ações militares dos EUA, mencionando a expectativa da população de alcançar um patamar de resistência semelhante ao observado em conflitos passados, sem detalhar estratégias ou planos.
Entre na conversa da comunidade